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Guerra comercial aberta entre Washington e Pequim

Por João Matos

A actualidade americana domina as primeiras páginas dos jornais franceses que mesmo assim se referem a temas agrícolas em França. 

China-Estados Unidos, a escalada, titula, LA CROIX. Recorrendo à manipulação da sua moeda para retaliar às sanções comerciais americanas, Pequim alarga o campo do confronto económico e geopolítico. 

Quais são as consequências possíveis da depreciação da moeda chinesa? Esta decisão faz entrar o conflito numa nova dimensão. Uma guerra económica aberta desenha-se no horizonte entre Washington e Pequim e em várias frentes. Ao recorrer a novas taxas Trump agiu de modo ofensivo. Mas a China respondeu igualmente de maneira agressiva, indica Stéphane Déo, economista-chefe do Banco Postal Asset Management, nota, LA CROIX.

Trump, escolha do choque, replica, L'HUMANITÉ. A guerra comercial desencadeada pelo presidente americano contra a China poderá degenerar numa crise económica global.

Ainda sobre os Estados Unidos, LIBÉRATION, titula Toni Morrison, beloved pela eternidade. Grande consciência afro-americana, a Prémia Nobel de libeteratura mùorreu ontem com a idade de 88 anos. Nascida numa família operária descendente de escravos, Toni Morrison quis criar uma escrita irrevocavelmente negra. A autora do livro "Beloved", inscreveu-se naquela vei literária de Faulkner e tinha comme temas principais a escravatura, a cor da pel e a maldição, acrescenta LIBÉRATION.

Toni Morrison, livre e revoltada, replica LE MONDE, foi a primeira afro-americana a receber o prémio Nobel de literatura.

Ainda no internacional, LE FIGARO, dá relevo à Síria: Ancara ameaça uma ofensiva contra os curdos. Erdogan adopta a arma da pressao nas negociações com Washington na zona de segurança na fronteira. Assim, ondem Erdogan, ameaçou lançar brevemente uma intervenção militar turca no norte sírio contra os YPG, uma milícia curda considerado como organização terrorista, acrescente LA FIGARO. 

Mudando de assunto, por cá em França, o mesmo vespertino, faz o seu principal título com o desespero do mundo agrícola preocupa o governo. Vários sucursais no mundo agrícola de deputados da República em Marcha, partido no poder, foram atacados por por sindicatos de agricultores.

Eles consideram que a adoptação pela maioria da lei que ratifica o CETA, o acordo de comércio livre entre a União europeia e o Canadá ameaça a saúde económica dos criadores de gado. Acresce-se a isso preocupação com a seca, redução do financiamento das câmaras agrícolas e a renegociação da política europeia comum de agricultura, acrescenta LE MONDE.

Por seu lado, LE FIGARO, titula sobre transportes colectivos: a ira dos eleitos rurais. Presidentes de câmaras municipais denunciam o isolamento crescente dos seus municípios privados de comboios e autocarros regionais.

A França rural vive à margem, sente-se relegada para segundo plano, abandonada, ignorada, afirma o jornal no seu editorial. A revolta dos coletes amarelos nasceu desta fractura. A resposta do poder ao mal estar rural deixou de queixo caído os abandonados ao deserto rural, nota o editorial do jornal LE FIGARO.

Enfim em relação à África, LE MONDE, destaca Argélia, mandado de captura contra o chefe do estado maior do exército. Opositor ao general Salah, o novo homem forte do país, o general Khaled Nezzar é acusado de conluio contra o Estado, acrescenta, LE MONDE. 

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