rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Revista de Imprensa
rss itunes

China ameaça manifestações de Hong Kong e acusa Ocidente

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como internacional.

LE MONDE titula Hong Kong: Pequim adverte os opositores. Paralelamente às manifestações deste fim-de-semana em Hong Kong, China apelou firmemente esta segunda-feira ao fim da contestação. Se o porta-voz do governo teve um discurso moderado, a imprensa oficial é mais guerreira e denuncia ingerências estrangeiras. Eddi Chu, deputado da oposição pró-democrática interroga-se sobre a atitude da China: "eu não acredito que Pequim saiba o que está a fazer".

Considerando que as manifestações pacíficas já não bastam, uma franja da juventude é tentada pela radicalização e doravante faz frente à polícia. "O pior cenário seria a intervenção do exército chinês, o que seria o fim de um país dois sistemas", afirma um estudante de 23 anos, ao jornal LE MONDE.

Ainda no internacional, o mesmo vespertino, destaca Brexit: a receita trumpiana de Boris Johnson. O primeiro-ministro britânico quer um plano de desregulação e de  relançamento económica, criando portos francos e autorizando organismos geneticamente modificados.

Le MONDE dá relevo ainda ao Brasil onde a morte de um chefe wajãpi ilustra a violência contra os indígenas. Garimpeiros clandestinos são suspeitos de terem levado a cabo o ataque sangrento no coração da reserva protegida do Amapá.

Mudando de assunto por cá em França, LE FIGARO titula férias grandes: as novas preferências dos franceses. França continua a ser o primeiro destino turístico do mundo e a primeira escolha dos franceses. O litoral atlântico ou mediterrânico lidera as preferências mesmo se o interior do país tem cada vez mais adeptos. Outra tendência é que devido à crise os filhos de 30 e 40 anos fazem férias com os pais que pagam o aluguer das habitações de verão, acrescenta LE FIGARO. 

Exemplaridade, uma exigência colectiva, titula, LA CROIX. Após a demissão de François de Rugy, o jornal lança o debate chamando à atenção para a Suécia onde a cultura da exemplaridade conjugada com uma forte exigência de transparência está inscrita há muito tempo na ética pública.

No caso da França, "para se evitar uma guerra de todos contra todos cada cidadão francês deve dar mais importância ao interesse geral do que ao seu próprio  interesse", afirma o historiador Olivier Christin, ao jornal LA CROIX.

Enfim, desporto com LIBÉRATION a titular: Egan Bernal, o novo mundo. Primeiro colombiano a ganhar ontem a volta a França de bicicleta. Aos 22 anos, o colombiano Egan torna-se no vencedor mais jovem da volta a França desde 1909 e o primeiro a levar a camisola amarela a Colômbia, um país onde o ciclismo se confunde com a história. 

Por seu lado, L'HUMANITÉ, pergunta em título: um novo ciclo? A  volta 2019 poderia ser o I acto de uma verdadeira renovação do ciclismo enquanto monumento nacional.

Graças a Julian Alaphilippe, mas também Thibaut Pinot, as 3 semanas da corrida de bicicleta foram uma autêntica folia francesa. As normas foram contestadas e desfeita. É o começo da revolução do ciclismo?

Em todo o caso, Alaphilippe, que ficou em 5° lugar desta edição 2019, ficará como o vencedor moral que teremos de honrar e que um dia os historiadores terão de incluir no grande livro dos Ilustres, acrescenta L'HUMANITÉ.

Tunísia: primeira volta de eleição presidencial consagra dois independentes

Parlamento britânico bloqueia estratégia de Boris Johnson sobre Brexit