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Energia hidroeléctrica em Angola ou 20 anos de poder do Rei do Marrocos

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal com Angola e o Presidente angolano, João Lourenço a recuperar projecto de central hidroeléctrica lançado pelo seu predecessor José Eduardo dos Santos.

As obras de recuperação e expansão para os 40,8 megawatts da central hidroeléctrica de Matala sobre o rio Cunene deverão começar no fim do ano após 3 anos de atraso, escreve o AFRICAINTELLIGENCE. Validado em 2016 sob a presidência de José Eduardo dos Santos, o projecto levado a cabo pelo grupo espanhol Elecnor estava gripado por falta de financiamentos, até que em novembro de 2018 se conseguiu um empréstimo junto do banco britânico HSBC.

O anúncio do Presidente da Empresa de Produção de Electricidade, José António Neto, do começo das obras calculadas em 106 milhões de dólares permite a João Lourenço reforçar a sua posição na província da Huíla no sudoeste que já lhe fiel. A região da Huíla e a província vizinha de Namibe estão entre as primeiras na popularidade do MPLA, onde o partido obteve nas eleições de 2017 cerca de 76,6% dos votos. O novo presidente angolano João Lourenço celebrou a sua primeira festa de independência em Lubango, capital provincial da Huíla, para onde afirmou querer atrair habitantes de Luanda, acrescenta AFRICAINTELIGENCE.

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENT, escreve que Tóquio quer curto-circuitar Pequim. O primeiro ministro japonês Sinzo Abe convidou os presidentes angolano e congolês a participar na sétima conferência internacional sobre o desenvolvimento da África de Tóquio, Ticad, de 28 a 30 de agosto na cidade Yokohama. João Lourenço deve pois deslocar-se à cidade japonesa numa altura em que as relações entre Pequim e Luanda são tensas.

Ainda no mundo afro-lusófono, JEUNE AFRIQUE, refere-se a Moçambique e Josina Ziyaya Machel, filha do antigo presidente Samora Machel que criou o Kuhluka Movement, uma ONG que ajuda vítimas a processar os seus agressores perante a justiça. "Decidi lutar contra a violência feita às mulheres", diz Josina Machel ao semanário. Em 2015, ela perdeu o olho direito depois de ter sido espancada por um empresário moçambicano com quem namorou durante 3 anos. Em 2017 o seu "agressor" como ela o chama, foi condenado a uma pena de prisão suspensa de 3 anos e 4 meses e indemnizações de 2 milhões e 700 mil euros.

"Eu sou a prova viva de que a violência conjugal existe em todo o lado, em todos os meios qualquer que seja o nosso nível de educação", suspira em entrevista telefónica com o semanário.

Mas o destaque da JEUNE AFRIQUE vai para o Marrocos, 20 anos que mudaram tudo. Em julho de 1999, Mohamed VI sobe ao trono após a morte do pai. Em julho de 2019, mesmo se os seus fundamentos permanecem idênticos, o Reino sofreu metamorfoses em vários domínios que passaram por mais igualdade, uma constituição consensual, uma religião mais tolerante, uma política migratória responsável ou ainda uma reorganização da segurança do país.

LE POINT, faz a sua capa com os últimos segredos das catedrais. Desde a catástrofe e Notre-Dame de Paris há um fervor religioso. Os franceses retomam o caminho das suas catedrais para descobrirem fragilidades dos edifícios mas também autênticos tesouros.

Enfim, em tempo de férias de verão, L'OBS, dedica a sua edição à cozinha francesa entrevistando um campeão da cozinha molecular, Thierry Marx que quer recriar laços numa sociedade cada vez mais rude.

Zona de Comércio livre, Guiné-Bissau, Cabo Verde e outros olhares sobre o continente