rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Revista de Imprensa
rss itunes

Nova Presidente da Comissão europeia quer Europa forte e solidária

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre assuntos de política interna e internacional.

LE MONDE, titula, Brexit: revés surpresa para Boris Johnson. O Parlamento britânico votou ontem uma emenda que proíbe qualquer saída da União europeia sem um voto favorável dos deputados. Antes mesmo da sua nomeação como primeiro ministro é um cartão amarelo para Johnson, que quer afastar os parlamentares das negociações.

Na prática o novo cenário fecha as portas a Johnson que queria uma saída da União europeia sem acordo a todo o custo a 31 de outubro. Philip Hammond, actual ministro conservador das finanças, declara que se vai opor a um não acordo e relança a ideia de um novo referendo. A nova presidente da Comissão europeia explica querer tudo fazer para ir na direcção de um Brexit ordenado.

Isto quando Ursula von der Leyen afirma que a Europa deve ter consciência da sua força, avançando as suas prioridades para o meio ambiente, migrantes, orçamento e afirmando a sua vontade de consenso para além de enviar sinais de apaziguamento aos países europeus do leste e à Itália, acrescenta, LE MONDE.

Na Europa, temos de parar de lançar slogans, replica, em título, LE FIGARO, citando a nova Presidente da Comissão europeia. Em entrevista a vários jornais europeus, nomeadamente, LE FIGARO, Ursula von der Leyen, diz ser contra retirar a Estrasburgo a sede do Parlamento europeu, no momento em que há um debate na Alemanha defendendo esta posição. A Presidente da Comissão europeia, quer igualmente um orçamento da zona euro que aposte na competitividade e convergência úteis num mercado monetário único, acrescenta, LE FIGARO.

Por seu lado, L’HUMANITÉ, titula, Solidariedade em marcha atrás. O relatório Delevoye, Alto comissário preconiza uma validação da individualização dos direitos ou seja uma regressão a favor da unificação dos regimes de pensões de reforma.

Até agora há um sistema complicado de mais de 42 regimes diferentes com pensões calculadas com base nos 25 melhores anos de com a idade de partido para a reforma a oscilar entre os 52 anos, 62 e 67 anos consoante as profissões e uma taxa oscilante de 41,5 anos e 43 anos de serviço com pensões parciais e completas.

Em média o que se quer é que as pessoas partam antecipadamente para a reforma aos 62 anos sabendo que há ofícios como os trabalhos do esgoto que partem aos 52 e os camionistas 57 anos, nota, L’HUMANITÉ.

Pensões o que vai mudar, replica LA CROIX. O que se quer é transformar o sistema actual de anuidades num sistema de pontos no horizonte 2025 com o sistema universal de pontos a pôr termo aos 42 regimes diferentes e manter a partida para a reforma aos 62 anos com um subsídio mímino de  85%  do ordenado mínimo que é um pouco mais de 1000 euros, mas em média os trabalhadores partem para a reforma com a idade de 60,5 anos em França.

Na Alemanha a média é de 63 anos, Itália 62 e Portugal 69,6 para os homens e 65,6 para as mulheres, acrescenta LA CROIX.

Mudando de assunto, em relação à África o destaque vai para a final do CAN com LIBÉRATION, a titular, futebol e política, Argélia continua na corrida. Após meses de mobilização num país onde desporto e protestos estão imbricados, o povo argelino levanta-se em peso para apoiar a sua selecção de futebol que defronta esta noite no Cairo a congénere do Senegal na final do CAN.

Para os argelinos é um jogo a decorrer num clima de incerteza política com o poder e a oposição a tentarem tirar proveito duma putativa vitória da equipa nacional. É um futebol argelino entre o nacionalismo e a rebelião. Ligado aos independentistas antes de ser recuperado pelo regime, futebol é também uma paixão do povo e das reivindicações populares na Argélia, nota LIBÉRATION.

Enfim, LE MONDE, destaca uma nota artística com o renascer da medina de Tunes. Após ter sido abandonada logo a seguir à independência por um poder adepto de modernismo a cidade velha estar a viver um renascimento. Reapropriações de residenciais familiares ou aberturas de casas de pasto ou hotéis de charme, vive-se uma nova dinâmica na parte velha da capital Tunes, na Tunísia.

Ofensiva militar turca no norte da Síria continua a suscitar indignação

Críticas a Trump que quer retirar tropas americanas da zona curda síria