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França: MP pede processo contra Air France devido a acidente em 2009

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Apenas 3% dos destroços do Airbus AF447 foram encontrados nas buscas. Foto : Reuters

Apos 10 anos de peritagens e batalhas jurídicas, o Ministério Público francês pediu esta quarta-feira, a instauração de um processo penal contra a Air France, devido ao acidente no voo Rio de Janeiro/Paris que em 2009, causou a morte de 228 pessoas  no entanto foi arquivado o processo contra a Airbus construtora do A330 na origem da catàstrofe.


O Ministério Público francês acusa a Air France de "imprudência e negligência" por não ter dado suficientes informações aos pilotos sobre o processo a adoptar em caso de anomalias ligadas às sondas Pilot, que congelaram durante o voo AF 447 e que permitem o controlo da velocidade do avião...isto após vários incidentes do mesmo tipo segundo a acusação de 2012.

No entanto foram arquivadas por falta de provas, as acusações contra a Airbus, construtora europeia do avião A330, que provocou a maior catàstrofe aérea jamais registada na história da Air France a do voo AF447 que se despenhou no Oceano Atlântico causando a morte dos 228 passageiros e tripulação de 34 nacionalidades.

Ministério Público francês pede processo legal contra Air France 17/07/2019 ouvir

Os juízes devem agora decidir se dão seguimento a essas requisições e ordenar o julgamento da Air France, quando em 2011 durante a investigação as duas empresas Air France e Airbus tinham sido indiciadas por "homicidios involuntários".

Num memorando transmitido à justiça francesa em 2010, Air France declinava qualquer responsabilidade no acidente e acusava a Airbus e a Thales de terem ignorado os seus alertas sobre incidentes com as sondas Pilot.

Em 2012 a primeira peritagem apontou falhas da tripulação, problemas técnicos e falta de informações do piloto no caso do congelamento da sonda Pilot, a Airbus pediu uma contra-peritagem, que concluiu que houve uma "reacção inadequada da tripulação" e apontou deficiências de procedimento da Air France.

Julgando o relatório excessivamente favorável à Airbus, os familiares das vítimas e a companhia aérea interpelaram o Tribunal de Recurso de Paris, que tinha ordenado a anulação do processo e pediram a reabertura do inquérito

A última avaliaçao em Dezembro de 2017 voltou a provocar indignação das partes civis, pois os peritos reiteraram que a causa directa do acidente resultou de acções inadaptadas do piloto e da tripulação e tendia jà a ilibar a Airbus, o que foi considerado escandaloso pelas famílias das vítimas, que querem um debate contraditário e público com a Airbus e a Air France.