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Genoma B, cinco mulheres e um caixão no palco de Avignon

Por Cristiana Soares

Uma mãe dominadora. Cinco filhas submissas, presas a um luto de oito anos pela morte do pai e ao julgamento implacável da sociedade.

Genoma B da companhia espanhola Albadulake é a adaptação livre da obra “A Casa de Bernarda Alba” do escritor Federico García Lorca e está em cena até ao dia 28 de Julho, no Theatre du Girasole, em Avignon.

Sem palavras, com recurso ao flamengo, ao circo e à música, estas cinco mulheres enlutadas, desencadeiam a luta cruel pela sobrevivência.

A história de uma mulher, Bernarda Alba, que em palco é representada por um robot, de coluna vertebral bem delineada, e cinco filhas: Angústias, Madalena, Martírio, Amélia e Adela .

Bernarda decreta um luto de 8 anos pela morte do marido. As filhas, que comanda com mão de ferro, são forçadas à reclusão total dentro de casa. Paredes frias. Janelas fechadas. Cinco mulheres e um caixão no meio do palco.

A disputa explosiva pelo ponto de fuga da escuridão: Pepe Romano, um rapaz de vinte anos, prometido à mais velha, mas que acaba por se apaixonar e engravidar a mais nova.

A RFI falou em Antonio Moreno, director da companhia.

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