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A revolta dos trabalhadores das urgências em França

Por Carina Branco

Os protestos e as greves duram há praticamente três meses nos serviços de urgência em França. Em causa, a falta de efectivos, de materiais e de reconhecimento. Face ao aumento do número de pacientes, crescem as filas de espera nas urgências e multiplicam-se as agressões verbais e físicas a médicos e enfermeiros sobrecarregados e exaustos.

Esta terça-feira, foi mais um dia de greves e de manifestação diante do ministério francês da Saúde. Os profissionais dos serviços de urgência denunciam a falta de efectivos e de materiais, espaços exíguos, contratos precários e sobrecarga de trabalho face ao aumento constante do número de pacientes.

Até que ponto o sector está doente? As respostas com Maria João Pereira, enfermeira no serviço de urgências do hospital Henri-Mondor, em Créteil, nos arredores de Paris. Para ouvir no programa CONVIDADA de hoje.

Ninguém, aqui, tem como objectivo pôr em perigo a saúde de ninguém. A questão é que passadas muitas horas de stress no trabalho – sem ter condições, às vezes, para atender correctamente as pessoas – eu tenho colegas médicos, colegas enfermeiros, que às vezes saem da zona de cuidados a chorar porque precisam de tirar 5,10 minutos para se acalmarem porque a quantidade de pessoas, às vezes, nas urgências, é de tal ordem que nos sentimos perdidos (…) Há um stress contínuo de estarmos com medo de errar porque a velocidade com que trabalhamos é tal que pode haver erros, pode haver esquecimentos, podem surgir problemas graves”. A denúncia de Maria João Pereira, uma entre milhares de vozes de desânimo que se têm ouvido nos últimos meses em França.

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