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Eleições europeias destabilizadas pelo populismo ?

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com a JEUNE AFRIQUE, que faz a sua capa com a Tunísia e sua capital, Tunes ninho de espiões.

Prisões misteriosas de um perito da ONU, boatos insistentes de tráfico de armas, jogo sujo de facções líbias, infiltração de agentes estrangeiros... É um verdadeiro romance policial que está a ser escrito na capital tunisina, tendo como pano de fundo uma paranóia extrema.

Alemão de origem tunisina, Moncef Kartas perito da ONU para fazer um inquérito sobre violação do embargo de venda de armas à Líbia, foi preso pela justiça tunisina acusado de espionagem. Acusado de traição e de espionagem com uma potência estrangeira não especificada corre o risco de ser condenado à pena de morte, que felizmente, não é aplicada na Tunísia. 

No seio dos serviços de informações a ruptura com práticas antigas ainda não se deu. Toda a gente em Tunes interroga-se sobre o papel da secreta na política interna e na diplomacia, acrescenta, a JEUNE AFRIQUE.

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENT, refere-se ao cartão amarelo dado a Kaboré para 2020. A nova geração de colaboradores do chefe de Estado é chamada a desempenhar um papel central nas próximas presidenciais. O futuro staff de campanha deverá contar com a presença de Stéphane Ouédraogo, ex-quadro do grupo BNP Paribas e do Banco francês de Mutualidade.

Mudando de assunto, por cá na Europa, LE POINT, faz a sua capa com a incrivel internacional nacionalista. Salvini, Le Pen, Orban, Bannon... Como esperam dirigir a Europa. Durante anos, de norte a sul do continente, os populistas de direita só queriam sair o mais rapidamente possivel da União europeia.

Doravante, com excepção dos soberanistas britânicos, não querem outra coisa senão ficar na União europeia. Marine Le Pen, sonha com uma guarda costeira europeia.

Por trás desta conversão simbólica à Europa, está Matteo Salvini, homem forte do governo italiano, chefe da Liga do Norte, que não quer destruir a Europa, mas subvertê-la e dominá-la. Para tal, ele quer transpor a aliança populista que o levou ao poder na Itália a toda a Europa, nota, LE POINT.

Viver sob as botas do populismo, L'OBS. Milhões de europeus são hoje governados por líderes nacionais-populistas. Alguns habituam-se, outros resistem a este novo modelo autoritário. Hungria, Polónia, Áustria e Itália, L'OBS, faz um mergulho nestes países para sublinhar que uma epidemia mortal está em vias de assaltar o Velho continente.

Uma doença que já contaminou 150 milhões de europeus é o modelo populista de governo inventado por Vladimir Putin: a democracia iliberal e, um regime nacionalista e ultra-conservador, de tendência autoritária mas que continua à procura da sua legitimidade nas urnas. 

Enfim, LE COURRIER INTERNATIONAL, pergunta em capa, e se os Estados Unidos, se convertessem ao socialismo? Na perspectiva das eleições presidenciais de novembro de 2020, a palavra que está na boca de toda a gente é socialismo.

Exibido como uma ameaça pelos conservadores, o socialismo é reivindicado por uma parte do campo democrata, Bernie Sanders e Ocasio- Cortez a liderar. Trata-se duma simples moda passageira ou duma transformação profunda do campo progressista? Uma das frases mais repetidas é lembrar que Obama foi também rotulado de socialista no seu tempo, sublinha, COURRIER INTERNATIONAL. 

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