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Referendo sobre privatização dos Aeroportos de Paris

Por João Matos

As primeira páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões de política interna e europeias no quadro das eleições para o parlamento europeu. 

ADP: entrada em fanfarra do referendo cidadão, titula, LE MONDE.  O Conselho constitucional validou ontem o processo de referendo de  iniciativa partilhada sobre a privatização do grupo Aeroportos de Paris. A decisão é histórica. É  a primeira vez desde a instauração em 2008 que um tal procedimento é lançado pelos parlamentares. 

Se um longo caminho resta a percorrer para que uma tal acção desemboque num referendo, esta grande novidade é um revés para o executivo. Ontem, o governo foi forçado a anunciar o adiamento da privatização, que já tinha sido votado pelo Parlamento, à espera do desfecho do processo. Sobre esta questão, o presidente Macron, encontra-se numa situação melindrosa devido à oposição da aliança inédita da esquerda e da direita. 

Por seu lado, LIBÉRATION, Educação nacional, a guerra de baboseiras. Há meses que o ministro Jean-Michel Blanquer e os professores se rivalizam numa corrida de intoxicação em torno da reforma do liceu e da escola.

O jornal destaca 7 mentiras de uns e outros, nomeadamente, quando o Ministro afirma que não haveria lei na matéria, o que é falso. Ou então quando o sindicato dos professores SNES, afirma que o artigo 1° da lei serviria para amordaçar os professores na sua expressão cidadã e profissional, o que é tambem falso.

No seu editorial, intitulado, Pinoquiologia, LIBÉRATION, qualifica isto tudo como as guerrinhas de crianças durante o recreio acusando-se umas às outras, com todas a mentir.

Mudando de assunto, em relação às eleições europeias, LA CROIX, titula, Europeias, peçam os programas. Os eleitores franceses deverão escolher entre um recorde de 33 listas nacionais, umas com um projecto global, outras com um programa mais focado numa temática com protecção animal.

E para haver deputados no parlamento uma lista tem de obter pelo 5% dos votos expressos. As listas que lideram nas intenções de voto excluem soluções extremas como uma saída da França da União europeia, nota, LA CROIX.

Europeias: grandes manobras dos populistas, relança, LE FIGARO. Projectados por uma onda de oposição à imigração, os partidos nacionalistas europeus estão para entrar em força no Parlamento europeus e sonham em pesar na sua balança. A menos que haja uma surpresa, os nacionalistas estão assegurados de que vão subir nas suas posições em Estrasburgo nas eleições de 26 de maio. 

Parlamento europeu, balanço dos pseudo-progressistas, operação verdade, replica, em título, L'HUMANITÉ. Longe do lirismo de Macron, as suas tropas e seus aliados votam sistematicamente contra todos os avanços em matéria fiscal ou social.

O que quer que aconteça, os macronistas vão ter que fazer alianças com os chamados progressistas como os espanhóis dos Ciudadanos que provocaram escândalo ao apoiarem a formação da extrema direita Vox para governar com os conservadores do PP na Andaluzia.

Por seu lado, LE MONDE, dá relevo ao Vaticano, a bula do Papa contra abusos sexuais. Um decreto pontifício  que afirma que qualquer violência sexual cometida no seio da Igreja passa a ser encaminhada para as autoridades eclesiásticas.

Em relação à África, o mesmo vespertino,  destaca, África do sul: vitória ambígua de Ramaphosa. O presidente conseguiu limitar a queda do seu partido, ANC, que só obteve menos de 60% dos votos, quando desde 1994 vinha obtendo resultados entre os 62% e 69% por centos dos votos. É a usura do poder que começa a atingir o partido de Nelson Mandela. Aliás o eleitorado genuíno de Mandela jão não renova automaticamente entre os jovens, nota, LE MONDE.

Por fim, L'HUMANITÉ,  afirma que o ANC sai maioritário mas enfraquecido das eleições legislativas. A participação esteve em queda  e contados mais de metade dos votos, o congresso nacional adfricano, totalisaria 57% contra os 62% dos votos de há 5 anos.

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