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Angolanos e 1 guineense entre 100 africanos mais influentes

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com a JEUNE AFRIQUE, que faz a sua capa, com os 100 africanos mais influentes.

Quem são os africanos mais influentes? São políticos, homens de negócios cientistas, escritores, artistas ou desportistas de alta competição que influenciam opiniões e comportamentos dos seus contemporâneos. O 1° do TOP 100 é Denis Mukege da República democrática do Congo, médico, laureado com o Nobel a 5 de outubro de 2018.

A lista continua dominada pela África anglófona, sobretudo a Nigéria e a África do sul e algumas personalidades da África francófona, até o primeiro nome da África lusófona, o angolano, Carlos Saturnino, surge, com o número 48. Veterano da indústria petrolífera angolana, Saturnino, lidera a toda poderosa Sonangol desde  o começo de 2018.

O guineense Carlos Lopes, surge na quinquagésima sétima posição, com a JEUNE AFRIQUE, escrevendo, que é um dos economistas africanos mais respeitados e mais mediáticos, Foi antigo secretário executivo da Comissão económica para a África da ONU e é regularmente consultado pelo presidente ruandês, Paul Kagame. 

Rafael Marques de Morais, angolano, surge com o número 75, jornalista de investigação e militante dos direitos humanos é um incorruptível, uma grande figura da luta anti-corrupção em Angola. 

No lugar 79, vem a angolana, Isabel dos Santos, princesa ultrajada, no visor das autoridades angolanas desde que João Lourenço foi eleito em 2017.

Filha do antigo presidente José Eduardo dos Santos, ela foi afastada da presidência da Sonangol, mas ela bate forte com o pé no chão defendendo-se de todas as acusações, sublinha, o semanário JEUNE AFRIQUE, neste TOP 100 africanos mais influentes.

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENTE, dá destaque a Angola, onde o grupo francês, Saint-Gobain, está para abrir uma representação para oferecer os seus préstimos no sector petrolífero. Mas o grupo diversifica-se ainda nos sectores da construção, transportes ou saúde tendo como sócio o homem de negócios angolano, Bruno Manuel Martins Carreira, que detém 40% da filial angolana do grupo e os 60% restantes vão para o grupo Saint-Gobain.

Por cá, LE POINT, faz a sua capa com o barril de pólvora, refereindo-se a uma França à beira da secessão, onde se misturam islâmicos radicais, coletes amarelos, territórios que fogem ao controlo policial, neo-evangélicos, identitários, segregação, violência, nomeadamente, Moselle ou Marselha.

L'OBS, faz a sua capa com um Japão, onde a língua japonesa é um entrave à evolução. Nas ruas das suas cidades, Japão é um país sorridente e extravagante. Do lado da Côrte, o seu governo quer de novo pesar na cena internacional e ser uma potência militar.

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, não parou de afirmar a sua intenção em rever a Constituição pós-guerra que impede o país de recorrer à guerra e proíbe o recurso às suas forças armadas em caso de conflito internacional, afirma o escritor japonês, Akira Mizubayashi, em entrevista ao magazine, L'OBS.

Enfim, COURRIER INTERNATIONALE, titula que estamos todos vigiados. Reconhecimento facial, análise da voz, coisas conectadas, as inovações tecnológicas multiplicaram as ameaças sobre a nossa vida privada, que vai muito para além da Internet.

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