rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo
Revista de Imprensa
rss itunes

Macron em conferência de imprensa sobre crise em França

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se dominadas por reacções à conferência de imprensa do presidente Macron sobre as suas propostas à crise social e política em França.

Macron corrige a sua política para se relançar, titula, LE MONDE. O chefe de Estado traçou ontem as grandes orientações depois do grandes debate. Na sua conferência de imprensa Macron mantém que não tomou um rumo errado desde o início mas admite que a crise dos coletes amarelos testemunha um profundo sentimento de injustiça social. 

Macron anunciou uma série de medidas nomeadamente uma redução dos impostos e uma pensão de reforma mínima de 1000 euros. Mas afastou a eliminação do imposto sobre as fortunas ou referendo de iniciativa cidadã, nota, LE MONDE.

"Não errei no rumo traçado desde o começo", titula, L'HUMANITÉ, citando, Macron. O presidente sai do grande debate pela porta entreaberta.

Ele propõe medidas sem qualquer desvio do seu programa inicial, confirmando, ataques sobre as pensões de reforma, subsídios de desemprego e horário semanal de trabalho. Macron deu luz verde a uma penalidade financeira sobre as pensões obrigando os franceses a trabalhar mais tempo, prolongando a idade de reforma de 62 anos para 64 anos, sublinha, L'HUMANITÉ.

"Onde está o Uaoo?", pergunta, em título, LIBÉRATION, para dizer que Macron, não marca nenhum desvio na sua política, após 3 meses de debate nacional sobre a crise social. O presidente anunciou várias medidas sociais e institucionais, mas preferindo guardar as linhas mestras da sua estratégia de começo de mandato.

O método muda, mas não o rumo", replica, LA CROIX. Ele fez poucos anúncios mas tentar dar respostas à exigência de justiça social expressa durante a crise dos coletes amarelos. Os franceses terão  de trabalhar mais para financiar uma redução dos impostos e a esperança de vida, em crescendo, nota, LA CROIX.

Macron, traça os contornos da sua "nova ambição", relança, LE FIGARO. Descentralização, fiscalidade, instituições, meio ambiente.... o presidente da República detalhou frente aos jornalistas as grandes orientações do novo acto que ele deseja abrir em conclusão do grande debate nacional. 

Macron mantém a idade de reforma nos 62 anos, mas preconiza trabalhar mais ao longo da vida aumentando o número de anos de cotização de segurança social para poder partir para a reforma.

Logo, nota, LE FIGARO, no seu editorial, tudo por fazer. Macron devia responder à ira dos coletes amarelos mas também ao desespero de milhões de franceses que nunca andaram por aí a partir estabelecimentos comerciais ou escolas da República. As sondagens depois da conferência de imprensa dizem que o Presidente foi pouco convincente. 

Mudando de assunto no internacional, o mesmo jornal, LE FIGARO, dá relevo ao discurso da extrema direita do partido Vox que reinterpreta, em vésperas das eleições legislativas de 28 de abril, em Espanha, recuperando códigos da linguagem franquista. Vox apela aos mitos da nação tais como eram ensinados durante a ditatura.

Espanha rumo a uma  grande patranha política, replica, LA CROIX. A incerteza domina antes das legislativas, com os socialistas a liderar as sondagens, mas o governo dependerá de alianças e a extrema direita vai ter direito à voz pela primeira vez.

Por seu lado, LE MONDE destaca a China, com Xi Jinping a prometer Rotas da Seda mais transparentes. O vespertino cita o académico português, Bruno Maçães, a dizer que qualquer que seja o resultado final durante o forum a decorrer em Pequim a "China já atingiu o seu principal objectivo: há 5 anos que domina a narrativa mundial e quer oferecer uma alternativa ao Ocidente."

Críticas a Trump que quer retirar tropas americanas da zona curda síria

Tunísia: primeira volta de eleição presidencial consagra dois independentes