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Contrariado plano de saída da crise do Presidente francês

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas por questões de sociedade em França. 

Grande debate: o plano de saída da crise de Macron contrariado, titula, LE MONDE. Fugas veiculadas pelos meios de comunicação social do discurso que o chefe de Estado deve fazer em breve na rádio e televisão sobre a crise social colocaram Macron em maus lençóis.

O Eliseu antes de contra-atacar, prefere acompanhar ainda durante alguns dias a emoção de toda a nação, após o incêndio de Notre-Dame.

Está fora de questão que o presidente retome o discurso adiado e aliás já pediu ao seu governo para lhe submeter novas propostas.

Algumas medidas parecem ser aceites sobre a revalorização das pensões de reforma inferiores a 2000 euros, o que vai custar aos cofres do estado, 1,400 milhões por ano. A ala esquerda da maioria mostra-se no entanto alarmada com a ausência de medidas sobre a transição ecológica vista como uma prioridade, acrescenta, LE MONDE.

A bagunça das pensões alimentares, replica, LA CROIX. O presidente da República deverá anunciar medidas permitindo ao Estado ser garante de um melhor pagamento das pensões.

Crise dos coletes amarelos: Escola nacional de Administração no banco dos réus, titula, LE FIGARO. Apontada com o dedo em numerosas propostas apresentadas na plataforma de Internet do grande debate, a Escola nacional de Administração poderia ser suprimida ou completamente modificada.

“Estamos fartos da ENA. Acabem com essa coisa!” Os franceses adoram detestar as suas elites. Uma repulsão reflectida por centenas de propostas da supressão da Escola Nacional de Administração, tida como o santuário da formação das elites político-administrativas, nota LE FIGARO.

Dinheiro dos ricos entra no debate da restauração de Notre-Dame, titula, L’HUMANITÉ. A mobilização relâmpago de grandes fortunas é gratuita ou vão beneficiar de novas prebendas fiscais?

Requiem em homenagem à Escola nacional de Administração, replica, LIBÉRATION. Segundo o discurso de Macron esperado para segunda-feira, a Grande Escola, símbolo do clã tecnocrático das elites, deverá ser suprimida. Uma concessão aos coletes amarelos que põe em pânico altas esferas do poder. 

Mudando de assunto, na actualidade internacional, LE MONDE, destaca Nicarágua, um ano depois da revolta, o país está num beco sem saída.

Gritando "Liberdade e Justiça", milhares de nicaraguenses, denunciaram, ontem em Manágua a proibição de manifestar a comemoração do primeiro aniversário do começo de uma revolta popular inédita contra o Presidente Daniel Ortega, reprimida no sangue.

Ortega, apelou à paz e ao diálogo, enviando ao mesmo tempo as suas forças policiais contra os manifestantes, nota, LE MONDE.

A terminar uma página literária com L’HUMANITÉ, dois escritores lusófonos, António Lobo Antunes e José Água Lusa, este último com o seu livro a “Sociedade dos Sonhadores Involuntários”, profundamente mergulhado na ralidade histórica angolana; é o mundo onírico de Água Lusa na realidade rugosa de Angola.

Sobre Lobo Antunes, o jornal destaca a sua obra, "Até que as pedras se tornem mais leves que a água", numa prosa que destabiliza tudo. O grande romance ausculta sem medo sequelas da guerra de Portugal em África. Uma obra no coração das trevas do passado colonial de Portugal, acrescenta, L’HUMANITÉ.

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