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Emoção e solidariedade após incêndio de Notre-Dame de Paris

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por reacções ao incêndio da Catedral Notre-Dame de Paris.

LE MONDE, titula, reconstrução de Notre-Dame. O Chefe de estado dirigiu-se ontem à Nação e prometeu que a Catedral será reconstituída dentro de 5 anos. Grande fortunas, empresas e particulares estão a contribuir financeiramente para a reconstrução de Notre-Dame.

Os católicos interrogam-se sobre o sentido da emoção colectiva suscitado pelo drama de Notre-Dame. Certos actores do património denunciam os fracos meios alocados pelas políticas públicas e a falta de respeito pelos alertas dados antes do incêndio, nota, LE MONDE.

Reconstruir, titula o jornal católico, LA CROIX. Após o violento incêndio que danificou Notre-Dame de Paris na segunda-feira a hora é de recolhimento, solidariedade e de esperança à reconstrução da catedral.

Nos dias que correm em França é tão raro sentir uma emoção unanimemente partilhada, escreve LA CROIX, no seu editorial. Vendo cair a flecha central da catedral, os franceses de todas as convicções sentiram vibrar no fundo deles a corda única vinda de paragens longínquas da nossa história, nota, LA CROIX.

Notre-Dame do Povo, replica, em titula, LIBÉRATION. O ímpeto nacional e internacional pela reconstrução da catedral testemunha o seu lugar no imaginário colectivo.

Reconstruir, titula, L’HUMANITÉ. A cadetral de pedra no coração de Paris na ilha da Cité parecia eterna. Nem as guerras, nem os incêndios a tinham atingido. Para lá dos católicos, ela simboliza Paris aos olhos da França e do mundo, como um testemunho da nossa história, da sua resistência à usura do tempo.

As catedrais ultrapassam as afrontas porque pertencem ao legado preciso dos séculos,  escreve, L’HUMANITÉ, no seu editorial.

Notre-Dame renascerá, replica, LE FIGARO. Ainda com a emoção à flor da pele, um vasto movimento de generosidade foi criado a favor da restauração da catedral de Paris. A emoção é imensa, intensa. Ela transcende as fronteiras. Da  História, da Geografia, da Cultura, da Religião.

Catedral de Notre Dame alma duma civilização, nota, LE FIGARO, no seu editorial.

Mudando de assunto, no internacional, LE MONDE? destaca, Brexit: pânico dos agricultores e pastores irlandeses. O adiamento da saída do Reino Unido para 31 de outubro não dá garantias aos agricultores preocupados com o regresso duma fronteira.

No Reino Unido é o regresso da extrema direita nas próximas eleições europeias que está a preocupar os políticos tradicionais.

Enfim, o mesmo vespertino, destaca Moçambique, dívidas ocultas, Privinvest contra-ataca.  A melhor defesa é o ataque. Apontada com o dedo no escândalo das dívidas ocultas moçambicanas, o grupo de construção naval Privinvest, do bilionário franco-libanês,  Iskandar Safar reclamou centenas de milhões de dólares de reparações .

Entre 2013 e 2014 o grupo vendeu a Maputo um programa de protecção costeira o grupo de 1,800 milhões de euros.

Espanha:socialistas vencem eleições,mas terão dificuldades para governar