rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

França Incêndio Notre Dame Paris Desastre Notre-Dame

Publicado a • Modificado a

França: reconstruir após incêndio em Notre Dame

media
Sé catedral de Paris "Notre Dame" nesta terça-feira, escassas horas após violento incêndio que devastou sobretudo o tecto do edifício de 800 anos. REUTERS

O incêndio na sé catedral de Paris já foi declarado extinto após sete horas de combate às chamas pelos bombeiros. Os donativos visando reconstruir o monumento mais visitado da Europa afluem de todo o mundo, as autoridades privilegiam a pista de um acidente para explicar a tragédia.


O procurador da república de Paris, Rémy Heitz, afirmou nesta terça-feira que nenhum elemento permitira afirmar que o incêndio fora um acto voluntário.

O responsável alegou que os operários das cinco empresas que participam nas obras da sé, em curso antes do incêndio, começaram a ser ouvidos pela justiça, acrescentando que a investigação seria demorada e complexa.

Os bombeiros descrevem "um balanço material dramático", citados pela agência francesa AFP, estes afirmam que o "conjunto do tecto foi destruído e uma parte da abóbada cedeu.".

A torre de 93 metros acabou por ruir, um dos momentos mais dramáticos de um sinistro ocorrido a partir das 18h30 locais, 16h30 TMG.

O secretário de Estado do interior, Laurent Nuñez, realçou que a questão que agora se coloca é a de saber como é que a estrutura do prédio, de 800 anos, vai resistir.

Começam a afluir donativos visando a reconstrução desta obra prima do gótico, património da UNESCO desde 1991, visitada anualmente por cerca de 13 milhões de pessoas.

O multi-milionário Pinault, do grupo de luxo Kering, avançou com 100 milhões de euros, o outro grande grupo do sector de luxo francês, LVMH, prometeu 200 e a autarquia 50 milhões de euros.

Os especialistas falam em décadas para poder restaurar o prédio.

O pior foi evitado, realçou logo na noite passada no local o chefe de Estado, Emmanuel Macron, frisando que "esta catedral, havemos de a reconstruir".

Foram vários os partidos a decidir suspender a campanha rumo às eleições europeias de 26 de Maio, incluindo o RN, União nacional, antiga Frente nacional, de extrema direita, ou o partido presidencial.