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Add Fuel leva "azulejos do século XXI" a Paris

Por Carina Branco

Diogo Machado, conhecido como Add Fuel, é o mais recente artista a imprimir a sua marca numa fachada de Paris. O português criou um mural de 22 metros no Boulevard Vincent Auriol, a evocar a azulejaria tradicional portuguesa com padrões altamente contemporâneos. Esta sexta-feira, é inaugurada a sua primeira exposição individual em Paris, na Galerie Itinerrance.

Ao longe, uma fachada azul e branca, composta de azulejos em grande formato com padrões decorativos e aparentemente tradicionais, entrecortados por novas camadas que rasgam as anteriores. Ao perto, uma pintura com figuras mais conotadas com o mundo da BD e da ilustração.

Diogo Machado, conhecido como Add Fuel, é o mais recente artista a trepar paredes em Paris e a imprimir a sua marca na capital francesa. Estamos em pleno Boulevard Vincent Auriol, número 135, a avenida conhecida como "museu a céu aberto" em Paris. Bem perto da sua obra, há murais de Shepard Fairey, D*Face, Bom.K, Faile, entre muitos outros. No total, há actualmente 22 murais na avenida, alguns assinados pelos portugueses Vhils e Pantónio.

A nova fachada portuguesa faz parte da primeira exposição individual de Add Fuel em Paris, na Galeria Itinerrance, seis anos depois de ter sido um dos nomes a participar no projecto Tour Paris 13, um prédio destinado à destruição e transformado, por um mês, em museu de arte urbana efémera.

Depois do desenho, pintura, cerâmica e serigrafia, Add Fuel vai apresentar, agora, novos formatos e algumas surpresas. (Oiça a entrevista clicando na fotografia do artista no cimo da página).

Intitulada “Deuxième Désintégration” [Segunda Desintegração], a exposição convoca um “regresso ao passado” ao lembrar a primeira “desintegração” que ele fez no projeto Tour Paris 13, em 2013, e mostra “uma estética tão portuguesa em França”, conciliando o mundo da ilustração com o universo da azulejaria tradicional.

Add Fuel explica, ainda, que “trazer de volta à vida esta primeira instalação que aconteceu na Torre” [Tour Paris 13] mostra também “a impermanência deste tipo de arte que tão facilmente pode desaparecer”.

 

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