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Artista portuguesa Sara Bichão estreia-se na “Art Paris”

Por Carina Branco

Sara Bichão é uma das poucas artistas portuguesas na feira de arte contemporânea Art Paris, que abriu esta quinta-feira e decorre até domingo, na capital francesa. A jovem expõe na Galeria Filomena Soares uma composição de esculturas que encarnam as suas próprias rotinas. Helena Almeida, Rui Chafes, João Penalva, Edgar Martins, Didier Faustino e Kiluanji Kia Henda também estão em destaque no stand da galeria lisboeta.

A “rotina” ganhou um corpo plástico com Sara Bichão e chegou até à Art Paris, em vésperas de a artista portuguesa integrar uma exposição colectiva no Museu de Arte Contemporânea de Lyon. (8 de Março a 7 de Julho).

Sara Bichão já foi considerada pelo jornal Público como “uma das mais interessantes artistas surgidas nos últimos anos” e levou à feira um pouco do que tem feito na Cité International des Arts, em Paris.

Eu trouxe um pedaço de trabalho que estou a construir na Cité Internationale des Arts em Paris. É um corpo de trabalho que conta uma história e aqui encontras pequenas peças com títulos muito específicos que denunciam um prolongamento da minha rotina, da minha vida. Tens cubos de açúcar, pedaços de pão, restos de framboesa, de ossos, que se combinam em obras que vão funcionar como espécies de composições poéticas”, descreveu.

A feira de arte contemporânea “Art Paris Art Fair”, no Grand Palais, abriu ao público esta quinta-feira e decorre até domingo. Cerca de 150 galerias de todo o mundo expõem os seus artistas a coleccionadores, directores de museus, curadores de exposições e ao público em geral.

Entre elas está a Galeria Filomena Soares, a única galeria portuguesa a participar. Além de apresentar, pela primeira vez, obras de Sara Bichão, a galeria mostra, por exemplo, duas esculturas orgânicas em ferro do português Rui Chafes, uma fachada minimalista em fotografia do angolano Kiluanji Kia Henda e uma tela de grande formato entre ecrã e espelho do alemão Peter Zimmermann. Há, ainda, obras de Helena Almeida, João Penalva, Edgar Martins, Didier Faustino, Pilar Albarracin, Slater Bradley, Shirin Neshat e Christine Streuli.

Habituado à FIAC [Feira Internacional de Arte Contemporânea] e à Paris Photo, o director da galeria, Manuel Santos, decidiu participar na Art Paris pela primeira vez “para experimentar” e, apesar de ser “um tiro no escuro”, está com “boa expectativa” porque “os grandes coleccionadores franceses estão cá” e acredita nos seus artistas.

Paris é como estarmos em casa. São feiras que já fazemos há muito tempo, temos o nosso mercado em França e como desisti de algumas feiras do lado de lá do Atlântico, aproveitei para fazer mais esta cá na Europa”, afirmou.

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