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Angola, Moçambique, Argélia e França de Macron

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com destaque para Angola, Moçambique, mas também para a Argélia ou a França de Macron, em dificuldades.

Moçambique, pescadores chineses passam à ofensiva, escreve, LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN. Até agora pouco presentes na costa moçambicana, empresas chinesas do sector da pesca, aumentaram desde 2018, naquele país. É no porto da Beira [entretanto danificado após a passagem do ciclone dos útimos dias] onde o grupo China Ocean Industry de Shi Hong Zhang, atracou os seus barcos. Especializada na construção naval e pesca, a empresa chinesa recorreu à assessoria notarial da Guangdong Zhongtai Senda Fisheries, de Inocêncio Jorge Monteiro, para criar em fevereiro em 2019, uma empresa irmã, Mozambique Ocean Industry  gerida por Zhiran Liu, nota, LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN. 

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENT, refere-se a Angola e a chegada de Zheijiang a Luanda. Criada a 28 de fevereiro em Luanda, a assoiciação Zheigiang em Angola, encarrega-se de promover a cooperação entre os meios de negócios angolanos e chineses. O seu fundador é o homem de negócios, Huang Yunfeng, do leste da China e já está presente em Luanda, no sector agrícola, desde 2015.

Mudando de assunto, o semanário JEUNE AFRIQUE, faz a sua capa com o rosto do presidente argelino, Bouteflika, Argélia, depois dele... o fim duma era. Como ele tomou a decisão de fazer marcha atrás ao quinto mandato? Há que acreditar nas suas promessas de mudança? Quais são as perspectivas? 

Em verdade, o plano de salvação foi elaborado no oitavo andar do hospital de Genebra, onde estava hospitalizado o Presidente Bouteflika. Desde 4 de março que se sabia que o primeiro ministro, Ahmed Ouyhia, impopular, tinha perdido o seu lugar. Entretanto toma grandes dimensões as manifestações populares pedindo o fim do regime de Bouteflika, que já tinha em mente para primeiro-ministro, Ramtane Lamamra, que tem um trunfo na manga.

Pega no telefone e chama Brahimi, diplomata de grande calibre, amigo de Bouteflika e mediador em vários conflitos internacionais, como na  Síria, Afeganistão ou no Iraque. Brahimi, de 85 anos, antes de partir para Argel, confidencia-se a amigos em Paris, que não acreditava muito na mediação que lhe estavam a pedir, mas, porque não tentar?

É ultimada a estratégia de saída de Bouteflika, que avança com a ideia duma conferência inclusiva, arranjos constitucionais, adiamento das eleições, mas a rua continua a pedir a cabeça de Bouteflika, que tinha aberta a caixa de Pandora, com o anúncio da sua candidatura para um quinto mandato, acrescenta, JEUNE AFRIQUE.

Por cá, LE POINT, titula, em capa, Estagiários, referência aos ministros do governo de Macron. Ligeireza, nos sectores da Segurança, Economia, reforma do Estado, todo o sistema Macronia está emperrado. Sobre as manifestações violentas da polícia e dos coletes amarelos, referindo-se especificamente, à Segurança, LE POINT, cita, um dos seus entrevistados, que afirma, que se fosse outra pessoa, referência a Christophe Castaner, na pasta do Interior, já tinha sido demitida, em qualquer circunstância. Mas Castaner, é um pilar da maioria presidencial, nota, LE POINT.

Macron, cada vez pior, é a capa do COURRIER INTERNATIONAL. Pode o Presidente francês, conseguir relançar a máquina. Depois das cenas de violência todas as semanas, em Paris, a imprensa estrangeira citada duvida seriamente.

Enfim, L'OBS, tenta entrar no cérebro de um pedófilo. Uma equipa de cientistas franceses revelou que uma zona do cérebro situada por cima do ouvido direito ou lobo temporal inferior direito da zona baptizada área de  Brodmann 20, reage de uma maneira específica nos pedófilos. 

Na maioria das pessoas há uma desactivação na zona frente a imagens eróticas de adultos sexuais, uma inibição de desejos sexuais, por questões de ética e moral, enquanto nos pedófilos as pulsões sexuais não são inibidas perante a mesma situação.

Zona de Comércio livre, Guiné-Bissau, Cabo Verde e outros olhares sobre o continente