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Terrorista difundiu 17 minutos do massacre na Nova Zelândia sem reacção do Facebook

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre temas da actualidade nacional e internacional. 

Christchurch: redes sociais no banco dos réus. O vídeo do assassínio transmitido em directo de 50 pessoas na Nova Zelandia  durante 29 minutos no Facebook, no dia 15 de março, foi descarregado 4000 vezes antes da sua supressão, quando um internauta, que via em directo a carnificina, avisou a rede social.

Um terrorista pode assim difundir um massacre de 17 minutos sem qualquer reacção do Facebook. 300 mil cópias foram publicadas nesse dia. Facebook e Youtube suprimiram posteriormente 1,5 milhões de vídeos e bloquearam 1 milhão e 200 mil pessoas que queriam descarregar o vídeo, acrescenta, LE MONDE.

Europa, os marginalizados do digital saem da sombra, replica, L’HUMANITÉ. Sindicatos à frente dos trabalhadores das plataformas. A nível europeu, os precários do digital crescem exponencialmente e precisam do apoio de organizações de trabalhadores para conquistar novos direitos.

Ocupar o terreno para federar independentes isolados, na Dinamarca, Alemanha, França ou Bélgica, os sindicatos investem-se este novo mundo digital para lutar contra a precariedade, sublinha, L’HUMANITÉ.

Mudando de assunto, LE FIGARO, titula, Idade de partir para a reforma, executivo levanta o tabu. Quando o presidente Macron tinha excluído durante a campanha das presidenciais aumentar a idade de partida para a reforma, o governo evoca abertamente a eventualidade de termos que trabalhar mais uns anitos.

 A reforma das pensões tornou-se uma autêntica cacofonia. Segundo Macron a idade da reforma que ficou fixada nos 62 anos em 2017, não seria aumentada. Mas eis que Agnès Buzyn, ministra da solidariedade e da saúde, declarou a título pessoal ser favorável a que os franceses partam mais tarde para a reforma. As suas declarações provocaram reacções diversas e contraditórias.

Na Assembleia, o primeiro ministro Edouard Philippe considerou que num contexto em que a sociedade tem cada vez mais  pessoas idosas, há que pôr a questão de saber  se se tem que trabalhar mais anos de serviço, uma questão perfeitamente pertinente.

Exceptuando o Patronato Medef, os sindicatos que participam há vários meses na concertaçao social posta de pé pelo governo mostram-se firmemente contra qualquer aumento da idade de partida para a reforma, acrescenta, LE FIGARO.

É bom para a E.saúde, titula, LIBÉRATION. O crescimento fulgurante da Doctolib, que faz um levantamento de fundos de 150 milhões de euros é revelador da transformação digital do sector médico. Uma revolução para os doentes e os médicos. Doctolib é uma plataforma digital de serviço, que marca consultas médicas dos seus clientes. Mas deu  agora o salto  para consultas à distância.

O médico passa a dar consultas à distância aos seus pacientes que já conhece, recorrendo às novas tecnologias, videoconferências e mesmo telefones, quer dizer cada vez mais telemóveis, que como se sabe estão equipados com ecrã para vídeos e som. Este novo sector da medicina chamada e.saúde está em plena ebulição.

Trissomia , um novo olhar, titula, LA CROIX. As iniciativas multiplicam-se para melhor  integrar aas pessoas atingidas com a doença cromossómica. Mas é só o começo, resta muito caminho a percorerrr.

Enfim, em relação à Africa, LE MONDE, destaca a Argélia e os estados de alma dos partidos no poder. O coordenador da FLN, depois de ter defendido Bouteflika, afirmou ontem, que apoiava plenamente o movimento popular e como ele multiplicam-se declarações nesse sentido. A verdade é que os partidos que apoiam o chefe de estado multiplicam sinais contraditórios, sublinha LE MONDE.

 

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