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Ciclone catástrofico faz mortos e destrói Beira em Moçambique

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre  temas da actualidade africana, nacional e internacional. 

Abrimos com LE MONDE, que dedica quase toda uma página a Moçambique, depois do ciclone que inundou o centro daquele país. É como se um Oceano tivesse sido criado em Moçambique, provocanndo inundações catastróficas.

Segundo um último balanço há 202 vítimas e mais de 1300 feridos, desde quinta-feira. Mas o presidente Nyusi, que organizou terça-feira um conselho de ministros na Beira, teme que o número de mortos seja maior e decretou 3 dias de luto nacional.

A passagem do ciclone tropical que fustigou a cidade da Beira com os seus 130 mil habitantes  na noite de 14 para 15 de março,  com ventos atingindo os 200 km por hora provocou uma série de inundações mortíferas na sub-região da Africa austral, sobretudo uma parte do Zimbabué e de Madagáscar.

O primeiro desastre foi a destruição de 90% da cidade portuária, transformando-se depois em catástrofe  generalizada, a pior da história recente de Moçambique, um dos países menos avançados segundo a ONU, acrescenta o enviado especial a Beira, Adrien Barbier, do jornal LE MONDE.

Mudando de assunto, o mesmo vespertino, puxa para título de primeira página, União europeia à procura duma resposta para a ofensiva da China. O presidente chinês Xi Jinping começa amanhã um périplo europeu que o levará a Mónaco e depois França de  24  a 26 deste mês. Xi Jinping, deverá mostrar-se aberto à Italia, primeiro pais do G7 que em princípio assinará um acordo com Pequim sobre a novas Rotas da Seda.

A União europeia começa a pesar a medida do desafio chinês. A Comissão deve pois apresentar um plano de acção durante o conselho europeu de 21 e 22 do corrente.

Pela primeira vez, a China é descrita como um rival sistémico e um concorrente económico à pocura de liderança tecnológica. A União europeia deixou de acreditar nas promessas de abertura, mas teima em não seguiur o exemplo de sanções dos Estados Unidos, nota LE MONDE.

O expansionismo económico da China destabiliza a Europa, replica, LE FIGARO. Xi Jinping, está amanhã na Itália para assinar importantes acordos comerciais, maneira de dividir os europeus que de modo desordenado vão adoptando medidas para contrabalançar as ambições de Pequim.

No seu editorial, intitulado cegueira, LE FIGARO, sublinha que a Europa não tem política para defender os seus interesses, frente ao determinado, Xi Jinping, que multiplica Rotas da seda.

LA CROIX, titula, por seu lado, sobre a decisão surpresa do Papa. O Sumo Pontífice, Francisco, recusou em nome da presunção de inocência a demissão do cardeal Philippe Barbarin, arcebispo de Lyon.

Esta decisão não vai com a coerência da Igreja nem mesmo com o Evangelho e demonstra o que temos  dito há 4 anos, afirma o fundador de Palavra Livre, François Devaux, sublinhando: o problema não é a pedofilia mas a sacralização do poder na Igreja, acrescenta, LA CROIX.

L’HUMANITE, titula, Macron privatiza as conclusões do grande debate. Ao receber no Eliseu um grupo de intelectuais, o presidente da República afastou qualquer ideia que ponha em causa as suas reformas. 

Havia apenas 18 mulheres de um total de 64 intelectuais convidados ao Eliseu. Macron, uma vez mais, provou que tem uma compreensão muito limitada do que é o movimento dos coletes amarelos.

E deitou as culpas para os outros, ao reconhecer que desde que chegou ao poder é verdade que não conseguiu dar  perspectivas de vida a uma certa categoria da população, mas concluindo, que tal não foi possível, por causa de erros de pedagogia e bloqueios da administração, acrescneeta, L’HUMANITÉ.

Por seu lado LIBÉRATION, titula, Amianto, veneno na escola. Vários estabelecimentos escolares ainda contêm este material cancerígeno proíbido em França desde 1997. Com a usura das habitações aumenta a ameaça. Pais e professores sentem-se desmoralizados frente à falta de acção dos poderes públicos.

 

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