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Radicais nas prisões e agressão sexual na igreja católica em França

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais nacionais estão dominadas pela actualidade francesa, que vai da política, passando pelas prisões e o radicalismo islão até à agressão sexual e pedofilia na Igreja católica perante a justiça. 

LA CROIX, titula, catolicismo, um novo rosto. 48 milhões de telespectadores assistiram o documentário na televisão Arte na terça-feira sobre abusos sexuais, o outro escândalo da Igreja. Um sucesso merecido do documentário que testemunha o drama de agressões sexuais de clérigos católicos contra mulheres religiosas.

Depois do telespectador ter visto e ouvido testemunhos de mulheres vítimas de abuso sexual, às vezes com o silêncio dos seus responsáveis hierárquicos, dificilmente poderia esconder o seu sentimento de raiva e revolta, nota, LA CROIX, no seu editorial, Reconstruir a Igreja.

Pedofilia, o cardeal Barbarin condenado a 6 meses de prisão com pena suspensa por um tribunal de Lyon, por não ter denunciado abusos sexuais do padre pedófilo Preynat contra adolescentes, relança, LE MONDE.

É mesmo o fim do silêncio?, pergunta ainda o mesmo vespertino que descreve violência e injustiças nos hospitais, na imprensa, no exército, um pouco por todo o lado, as mulheres testemunham denunciam agressões sexuais quotidianas, mas isto não basta para mudar mentalidades? Que soluções para pôr um termo a estas injustiças?, pergunt ainda LE MONDE. 

Por seu lado, LE FIGARO, titula, sobre as prisões sob estado de tensão frente ao islamismo radical. Numa altura em que a França se prepara para receber jiadistas do estado islâmico na guerra na zona sírio-iraquiano, o atentado contra uma prisão de alta segurança vem mostrar as lacunas do sistema carcerário em França.

Poqrque é que que o agressor radical de dois guardas prisionais do estabelecimento penitenciário não tinha sido isolado em celas de alta segurança? Porquê que a sua mulher não foi revistada quando foi visitar o homem? Porque é que não foi detectado o radicalismo islâmico do agressor?

Questões que põem a nu o sistema penitenciário francês, tanto mais que a França vai receber combatentes franceses do Daesh presos na zona sírio-iraquiana. O primeiro-ministro francês, que reconhece falhas no sistema de segurança penitenciária, garante no entanto que o governo está  em vias de disponibilizar às prisões meios suplementares, acrescenta, LE FIGARO.

Christophe, 50 anos, o morto da Afpa, titula, L'HUMANITÉ. 52% dos emrpegados da Agência de formação em plena reestruturação sofrem ou morrem devido ao stress e más condições de trabalho. Há 10 anos que smos sacrificados, porque trabalhamos em condições degradantes.

Chistophe que era formador suicidou-se  porque segundo os sindicatos trabalhava em situação degradante e sofria com as consequências de um plano de despedimento de 1541 empregados no seio deste serviço público de formação profissional, nota L'HUMANITÉ.

Ao nível político, LIBÉRATION, titula, François Ruffin, pronto para perturbar o sistema. O deputado-repórter, coloca-se como o primeiro adversário de Macron em nome do povo. Entre sinceridade e polémica nos meios de comunicação social, a sua estratégia e a sua personalidade perturbam mesmo no seio do seu próprio campo político. 

Mudando de assunto, no internacional, LE MONDE, titula, cmo bilionários americanos tentam destabilizar a Europa. Grandes fortunas ligadas à extrema direita e a Donald Trump estão a apostar em massa em campanhas de denegrimento no seio da União europeia.

Magnatas como Robert Mercer e Robert Shillman, recrutam autores de intoxicação que denunciam Bruxelas e a imigração. Apoiam empresas como Rebel Media ou Harris Media, para defenderem teses conspiracionistas através de plataformas na Internet. 

Já activos nas últimas presidenciais, esses grupos de influência tiraram proveito da crise dos coletes amarelos para reforçarem a sua presença em França, acrescenta, LE MONDE. 

Enfim, em relação ao continente africano, o mesmo vespertino, destaca a África do sul, o naufrágio de um gigante da eletrcididade. A empresa nacional de electricidade, Eskom, está no coração de escândalos de corrupção que marcaram os mandatos do ex-Presidente Zuma. Em grandes dificuldades, o grupo multiplica avarias das mêqujuinas eléctricas que penalizam que a populaçao. 

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