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Japão aceita liberdade sob fiança de Carlos Ghosn

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Carlos Ghosn, ex-presidente da Renault-Nissan. 15 de Setembro de 2017. ERIC PIERMONT / AFP

A justiça japonesa aceitou, esta terça-feira, o pedido de libertação sob fiança do ex-presidente da Nissan, Carlos Ghosn, que está detido no Japão desde 19 de Novembro por suspeitas de fraude fiscal e de quebra de confiança.


Esta é uma primeira vitória para a nova equipa jurídica que assegura a defesa do antigo líder da Nissan e da Renault. O advogado recém-contratado, Junichiro Hironaka, é conhecido por ter conseguido que vários clientes tenham sido absolvidos no Japão, onde a taxa de condenações é de 99%.

François Zimeray, advogado da família de Ghosn, disse que o empresário vai agora poder preparar a sua defesa em condições: “Carlos Ghosn vai finalmente poder sair desta abominável prisão de Kosuge, onde estava detido há mais de 100 dias, em condições muito duras. Ele vai poder preparar melhor a sua defesa mediante condições de residência vigiada, com garantias de representação, uma fiança extremamente elevada, uma filtragem das visitas, das comunicações e do passaporte. Ou seja, para poder sair daquele inferno ele teve de dar todas as garantias à justiça”, afirmou François Zimeray.

O ministério público ainda apresentou recurso mas o pedido foi rejeitado e Carlos Ghosn pode partir para França mediante o pagamento de uma caução de mil milhões de ienes (quase oito milhões de euros). Os dois anteriores pedidos de fiança tinham sido negados. Desta vez, a defesa propôs novas formas de monitorizar Ghosn após a libertação, nomeadamente através da videovigilância.

Carlos Ghosn vai poder sair do Japão sob fiança 05/03/2019 ouvir