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Velocidade nas estradas mais uma reforma de Macron contestada

Por João Matos

As primeira páginas dos jornais franceses apresentam-se dominadas pela actualidade francesa. 

LE FIGARO, titula Macron face à tentação da campanha permanente. Protagonizando duas reuniões por semana no quadro do grande debate, o chefe de estado lançou-se, segundo os seus opositores, numa campanha eleitoral encapotada, no quadro das eleições europeias de maio.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, desautorizado, o ministro da educação, Jean Michel Blanquier, entra na fila. Numa altura em que chega ao parlamento o diploma a favor duma escola de confinaça, novas formas de contestação emergem no mundo do ensino.

Três pontos do seu projecto são contestados. A passagem de 6 anos de escola obrigatória para 3 anos, o que é considerado uma prenda ao privado; a criação de um conselho de avaliação das escolas e o dever de exemplaridade que muito sindicatos vêm como uma estratégia de controlar o discurso dos professores, acrescenta, LIBÉRATION.

Justiça na hora do #MeToo, titula LHUMANITÉ. A dirigente ecologista, Cécile Duflot, denuncia difamação e processos de violência sexista, contra aqueles, sobretudo, no mundo politico, que sempre souberam de agressões feitas a mulheres.

Duflot confidenciava a uma das queixosas: "as mulheres que testemunham aos microfones dos jornalistas tiveram uma coragem excepcional, à medida também daquela da nossa cobardia", cita L’HUMANITÉ.

80 Km/hora soluções dos eleitos, titula LE CROIX. Uma reportagem feita em Loire et Cher no centro do país, dá conta de propostas que já estão prontas para dar uma mãozinha à limitação de velocidade nas estradas tão contestada. 

Já se esta em marcha atrás, nesta matéria, e os departamentos querem que se volte à medida anterior, quer dizer 90 km/hora, nas estradas nacionais, nota LA CROIX.

Mudando de assunto, sobre a actualidade internacional, nomeadamente, africana, LE MONDE, faz o seu principal título com Argélia: Bouteflika volta a candidatar-se à liderança de um país que perdeu as suas ilusões.

O presidente cessante, que não discursou em público desde 2012, anunciou num comunicado no dia 10 de fevereiro que é candidato a um quinto mandato presidencial.

Esta candidatura sem surpresas de Bouteflika ilustra as divisões das facções, no poder, incapazes de propor um sucessor com credibilidade. Excluída da vida política, confrontada com a crise económica no dia-a-dia a população não dissimula a sua raiva, nota LE MONDE.

No internacional, o mesmo vespertino destaca Espanha que julga os chefes independentes catalães. Uma ddezena de dirigentes comparece perante o Supremo Tribunal de Madrid por incitação à revolta. É sem dúvida o julgamento mais importante que a Espanha enfrenta desde a transição democrática segundo as palavras do Ex-presidente do Supremo, Carlos Lesmes, em declarações a jornalistas internacionais.

Enfim, LE FIGARO, dá relevo à Venezuela, onde há um braço-de-ferro em torno da ajuda humanitária. Nicolas Maduro recusa deixar entrar no país ajuda alimentar pedida pelo presidente interino Juan Guaidó. A Venezuela não vai tolerar a comédia duma pretendida ajuda humanitária pois não somos mendigos.

Guaidó, exorta, por seu lado, os militares e todos os políticos da direita e da esquerda, a contribuir para que haja um corredor humnaitário para ajudar os venezuelanos que necessitam urgentemente dessa ajuda humanitária. Ter um comportamento diferente das forças armadas não passará de um crime contra a humanidade, afirma, Guaidó, citado por LE FIGARO.

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