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Comissão europeia veta aliança Alstom-Siemens?

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresenta-se diversificada com temas que vão desde a actualidade nacional à política internacional.

Alstom-Siemens: um caso de escola para a Europa, titula, LEMONDE. Paris e Berlim esperavam hoje que a Comissão europeia, reunida hoje, avance com o veto à fusão dos dois grupos. O francês Alstom e alemão Siemens apostam nesta aliança nos trilhos para conter o avanço do mastodonte público chinês CRRC na Europa. A comissária Margrethe Vestager teme do seu lado que este casamento entre dois pesos pesados europeus não reduza a concorrência. Bruno Le Maire denunciou um erro económico e uma decisão que vai servir os interesses da China. Paris quer que doravante sejam reescritas as regras da concorrência, nota, LE MONDE.

O gigante Huawei no coraçao do choque entre a China e o Ocidente, replica em título, LE FIGARO. A omnipresença do grupo chinês nas redes de telecomunicações do futuro, símbolo do expansionismo de Pequim, preocupa os Estados Unidos e a Europa.

Huawei, suspeito de ser o braço armado tecnológico da China, e objecto de uma grande batalha internacional. A filha do seu fundador, presa no Canadá, poderia ser extraditada para os Estados Unidos, que acusam o grupo de roubo e de espionagem de grande escala, nota, LE FIGARO.

Afeganistão, negligência francesas, titula, LA CROIX. A França preocupou-se tardiamente do futuro dos seus auxiliares afegãos. Está doravante instigada a melhor protegê-los.

Ainda no internacional, LE MONDE, destaca o Estado de União: Trump aposta na trégua. O presidente americano adotpou uma postura de unificador no seu discurso sobre o estado d aUnião. Ele denunciou as investigações partidárias e martelou a sua vontade de construir um muro com o México, nota LE MONDE.

Mudando de assunto, a nível interno, L'HUMANITÉ, titula, imprensa, manifestações, nossas liberdades em perigo. A adopção da lei dita anti-vândalos ontem na Assembleia constitui um episódio na deriva autoritária do poder.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, como a França se prepara. Transportes, âlfandegas, pesca... Incredulidade passada, a economia francesa está relançada para enfrentar a saída do Reino Unido da União europeia. 

Sobre a África, LE MONDE destaca Burkina Faso e os peules, vítimas de vinganças após os ataqus jiadistas. A violência étnica exacerbou com o crescer do jiadismo, como testemunham recentes massacres. Somos vítimas duma estigmatização e de racismo.

Paralelamente, em plena crise securitária, Uagadugu quer relançar o G5 Sahel. Burkina Faso, alvo de múltiplos ataques, assume a presidência da força especial anti-terrorista reagrupando cinco estados da região, acrescenta, LE MONDE.