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João Lourenço contra corrupção e tem fortuna de 50 milhões de dólares?

Por João Matos

Nesta Imprensa Semanal, abrimos com o número especial fim de ano, da JEUNE AFRIQUE, que destaca 2019 como um ano rico em eleições.

Eleições na Guiné Bissau, para tirar o país da crise política em que se encontra desde 2015; ainda no mundo lusófono, eleições igualmente em Moçambique, a 15 de outubro, com o presidente Filipe Nyusi a concorrer para um segundo mandato, tendo como pano de fundo vivas tensões entre o seu partido, Frelimo, no poder desde a independência e a Renamo, antiga rebelião  durante a guerra civil.

Na página decisores, destaque para Maria Ramos, portuguesa na África do sul, e a empresa Absa Group de que é directora-geral, teve em 2018 um volume de negócios de 2 mil e 300 milhões de euros em 12 países africanos.

A mesma publicação JEUNE AFRIQUE, faz uma ficha dos 54 países africanos e sobre os lusófonos, Cabo Verde, na rampa do desenvolvimento, com o Estado favorecendo investimentos privados para diversificar a sua economia e projectos chineses multiplicam-se no turismo e nas infraestruturas. Na Guiné Bissau são crises de paralizia agudas. Após 3 anos de incertezas, os investidores privados e doadores abandonaram o país.

Na linha do equador, S. Tomé e Príncipe, acabou o ramerrão institucional. Dois meses após as legislativas um novo governo acaba de ser nomeado e o país aproximou-se de novo da China assinando acordos de financiamento. 

Na África austral, Angola lançou operação mãos limpas, com João Lourenço dirigindo com firmeza as rédeas do poder e afastando os seus rivais. Em Moçambique, está-se à espera do maná do gás, com Maputo apostado nos rendimentos do gás para resolver a crise orçamental, mas nas municipais estão vivas as tensões entre a Frelimo e a Renamo.

É ainda a mesma JEUNE AFRIQUE, que em relação à juventude africana no geral, abre as suas páginas ao Historiador e Politólogo, Achille Mbembe, que escreve: contra factos não há argumentos. Nos últimos 10 anos, milhares de jovens de África morreram afogados no Mediterrâneo. Fugindo seus países precipitaram-se para lugares onde ninguém os esperavam, mas onde esperavam refazer suas vidas.

Europa, não quer saber pura e simplesmente nada deles. Contudo, nada vai parar esta debandada enquanto continuar esta investida de estados do Velho continente na destruição activa das condições de vida em África, escreve o politólogo numa coluna na JEUNE AFRIQUE.

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENT, leva-nos de volta a Angola, onde João Lourenço montou uma equipa restrita com a prioridade de dar combate à corrupção. A pedra basilar desta equipa é um general, Hélder Pitra Grós, novo Procurador-geral da República, que prolongou a estadia na prisão de José Filomeno dos Santos, filho do ex-presidente José Eduardo dos Santos.

O PGR é secundado pelo presidente do Tribunal Supremo, Rui Ferreira, que com o ministro da Justiça e dos direitos humanos, Francisco Queiroz e o chefe da diplomacia, Manuel Augusto, têm por missão repatriar fundos do país no estrangeiro, desviados por personalidades que têm por nomes os generais "Kopelipa" e Leopoldino Nascimento, conhecido por "Dino", dois antigos braços direitos de José Eduardo dos Santos assim como da filha Isabel dos Santos. Mas LA LETTRE DU CONTINENT, vai dizendo que João Lourenço, o homem que quer matar a corrupção é uma das principais fortunas do país calculada em mais de 50 milhões de dólares.  

A mesma publicação refere-se ainda à missão especial de Benalla, antigo coordenador de vários serviços no Eliseu para as deslocações oficiais e privadas de Emmanuel Macron, que esteve em Ndjamena no começo de dezembro e se avistou com Omar Déby, irmão do presidente Idriss Déby. Omar pilota a direcção geral de reserva estratégica que compra e armazena material militar. A visita de Benalla, terminou a 4 de dezembro, enquanto Emmanuel Macron, viajou para o Chade a 22 de dezembro.

Por cá, L'OBS, faz a sua capa com 25 histórias de amor louco. O amor deixou de ser o que era. No século XXI, Internet confirma, o que conta são aventuras duma noite, a educação sentimental passa por cursos de pornografia no Youtube e cadernos especiais de sexo nas revistas durante o Verão. Os apaixonados nesta feira do prazer estão condenados a uma vivência solitária.

LE POINT, dedica a sua capa a Jerusalém e a página 169, lança o leitor na pegada de Cristo. Do Templo a Gólgota, volta a percorrer lugares onde Jesus deixou a sua marca. Jerusalém esteve no centro da vida terrestre do Filho de Deus, escreve, LE POINT, citando a monumental biografia de Jesus do antigo Papa Ratzinger.

Porque é que o tempo passa demasiado depressa?, pergunta COURRIER INTERNATIONAL, escrevendo que ficamos mais impacientes por causa dos telemóveis, das redes sociais e mais globalmente das novas tecnologias que modificaram a nossa percepção do tempo.

Zona de Comércio livre, Guiné-Bissau, Cabo Verde e outros olhares sobre o continente