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França Caso Benalla La Republique en Marche Emmanuel Macron

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Eliseu reage a caso Benalla

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Alexandre Benalla, usurpa passaporte diplomático na sua viagem ao Chade REUTERS/Charles Platiau

Após a République em Marche, o partido presidencial, admitir erros, o Eliseu, em comunicado, promete agora agir em nome da "transparência", e pede informações aos serviços competentes sobre o caso dos passaportes diplomáticos de Alexandre Benalla, antigo conselheiro presidencial.


No comunicado, e perante o pedido de explicaões por parte da oposição, a Presidência da República diz que "não dispõe, no momento, de nenhuma informação fornecida pelos serviços oficiais sobre a utilização pelo Sr. Benalla de passaportes diplomáticos, que lhe tenham sido atribuídos no âmbito exclusivo das suas funções na Presidência da República."

No texto, o Eliseu adianta ainda que "desde o despedimento por motivos disciplinares do Sr. Benalla, a Presidência da República pediu aos serviços competentes para levarem a cabo as medidas necessárias para que os passaportes sejam restituídos e não possam ser mais utilizados."

No Comunicado da Presidência francesa, lê-se ainda que "o Sr. Benalla não exerce desde o seu despedimento qualquer função sob a alçada do Estado, que justifique a utilização de passaportes."

O texto acrescenta que "a Presidência pediu ao Ministério da Europa e dos Negócios Estrangeiros que sejam tomadas as medidas necessárias, tendo em conta as informações mencionadas neste comunicado."

Fonte próxima de Alexandre Benalla afirma, por seu turno, que os passaportes lhe foram devolvidos no início de Outubro.

A mesma fonte recusa, no entanto, comentar o uso dos passaportes por Benalla.

Acrescenta apenas que o antigo conselheiro presidencial nunca levou a cabo missões privadas enquanto funcionário do Eliseu.

Benalla é suspeito de ter utilizados passaportes diplomáticos, depois de ter sido exonerado do cargo devido a actos de violência contra manifestantes a 1 de maio.

O antigo conselheiro do Presidente Macron afirmou mesmo perante o senado ter deixado os passaportes no seu escritório no Eliseu.

No entanto, os passaportes foram utilizados nas últimas semanas para entrar em diferentes países africanos e em Israel.

Benalla visitou inclusive o Chade, este mês, escassas semanas antes da deslocação de Emmanuel Macron a esse país africano.

Cendra Motin, deputada da République en Marche, partido do Presidente francês, em declarações à rádio France Info, admite ter havido erros por parte da presidência francesa neste caso.

"Aqui há uma falha flagrante dos serviços do Eliseu.

Não é normal !

Os serviços da presidência que estão, aliás, actualmente a ser reestruturados.

Esse foi, com efeito, um dos compromissos do presidente da república, em Julho, aquando do despoletar do caso Benalla: ele comprometeu-se em rever completamente a forma como funcionavam os serviços do Eliseu.

Ora, apercebemo-nos de que há casos de mau funcionamento, este é um caso grave desses !

Embora tenha havido uma carta registada enviada ao senhor Benalla solicitando a devolução destes passaportes... parece-me que uma atitude mais forte teria sido necessária.

De qualquer maneira há que recuperar estes passaportes, e é preciso agilizar este processo.

Com este tipo de passaportes não é admissível que antigos colaboradores continuem a passear com passaportes diplomáticos !", afirmou Cendra Motin, deputada do République en Marche.