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Trans Musicales: 40 anos e África em destaque

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O bluesman americano Robert Finley antes do seu concerto nas quadragésimas Trans Musicais de Rennes . Rennes .05 de Dezembro de 2018 L.Silva/RFI

Palco das curiosidades musicais contemporâneas, o festival de música  Les Trans Musicales de Rennes celebra o seu quadragésimo aniversario de 5 a 9 de Dezembro, com uma programação, na qual predominam as novas musicas electrónicas africanas.


Evento nascido sob o signo da descoberta, Les Trans Musicales de Rennes, na cidade do mesmo nome no noroeste da França, é o festival de todas as curiosidades musicais contemporâneas.

Em 2018 as Trans Musicais celebram os seus quarenta anos com uma programação eclética, caracterizada pela matriz das novas musicas electrónicas africanas, como confirmaram nesta quarta-feira a banda multicultural nova-iorquina Underground System.

O colectivo de Nova Iorque abriu o festival 2018 na sala Ubu, do Teatro Nacional de Bretanha, com um concerto dedicado às crianças dos 7 aos 12 anos de varias escolas de Rennes e sua região.

Segundo o diretctor da programação  do festival, Jean-Louis Brossard, a divisa  das Trans Musicais de Rennes continua a ser a descoberta de novas correntes e artistas, numa cena musical multifacetada, na qual as etiquetas e os géneros tradicionais,como o rock, o blues, o funk, o jazz e outros deram o lugar as fusões multiculturais.

Este ano, Les Trans Musicales optaram por dar visibilidade a todas as musicas africanas ou de inspiração africana,caracterizadas por uma roupagem electrónica.

Entre os artistas inseridos na citada corrente que estarão aqui em Rennes no âmbito do  quadragésimo aniversario do evento, temos nomeadamente a angolana Pongo, o colectivo afro-funk holandês Arp Frique liderado pelo cantor cabo-verdiano Américo Brito, o nigeriano Ekiti, o sul-africano Dj.Lag, bem como os Underground System de Nova Iorque.

Entre o hip-hop, o funk e os demais kuduro e kizomba, Les Trans Musicales de Rennes ressuscitaram também algumas figuras lendarias, como o bluesman americano Robert Finley, que aos 64 anos, graças à Music Maker Relief Foundation, que ajuda os musicos americanos em dificuldades, e a Dan Auerbch dos Black Keys, recomeça uma nova carreira, depois de ter sido ignorado durante duas décadas.