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França Édouard Philippe combustíveis Coletes Amarelos Imposto

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França suspende agravamento fiscal

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Edouard Philippe, primeiro-ministro francês. Ludovic MARIN / AFP

O primeiro-ministro francês vai suspender durante seis meses o agravamento da carga fiscal sobre os combustíveis, gás e electricidade. As medidas de Édouard Philippe visam encontrar uma solução para a crise dos coletes amarelos.


"O Estado é o garante da Paz, da ordem pública e nenhuma taxa deve colocar em perigo a unidade nacional", sublinhou o chefe do executivo francês durante a alocução televisiva na qual acrescentou que “é preciso ser surdo” para não “ouvir o descontentamento” dos franceses.

Numa tentativa de encontrar uma solução para a crise dos “coletes amarelos”, o governo e o Presidente Emmanuel Macron decidiram suspender durante seis meses três medidas fiscais que deviam entrar em vigor no próximo dia 1 de Janeiro de 2019.

Em causa está o agravamento da carga fiscal sobre os combustíveis, “Nós queremos neste lapso de tempo identificar e colocar em prática medidas de acompanhamento justas e eficazes. Se nós não as encontrarmos não vamos sofrer as consequências”, referiu Édouard Philippe.

Além do combustível outras medidas serão igualmente congeladas como é o caso do aumento da electricidade e do gás previsto para o próximo ano.

“Estas medidas, imediatas, devem conduzir o país à calma e à serenidade” e devem “permitir a retoma do diálogo sobre todas as preocupações que foram expressas nas ruas nas últimas semanas”, concluiu Édouard Philippe.

Ouça as declarações de Édouard Philippe, Primeiro-ministro francês.

Édouard Philippe, Primeiro-ministro francês 04/12/2018 ouvir

Os “Coletes amarelos” reúnem uma franja de franceses mais modestos que se opõe à política fiscal e social de Emmanuel Macron.

Este sábado o movimento popular voltou a manifestar-se em várias cidades francesas, mas foi em Paris que a situação degenerou. As imagens de uma cidade em estado de sítio fizeram a abertura dos jornais em todo o mundo. De acordo com as autoridades cerca 370 pessoas foram detidas e mais de 180 ficaram feridas.