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Camarões, petróleo de Angola, França ou Trump...

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal com a JEUNE AFRIQUE que faz a sua capa com Camarões "nada muda, mas tudo tem de ser mudado,a propósito das recentes eleições presidenciais.

Apesar da sua reeleição sem surpresas, o poder de Paul Biya, nunca foi tão contestado. Mas a oposição terá de ultrapassar as suas divisões se quiser constituir uma força de alternância crível.

Nestas presidenciais de outubro, com a vitória de Paul Biya, ficou provado que as paredes do edifício ficaram rachadas; há outros nomes que não Biya, que têm envergadura para exercer o poder.

Nunca os camaroneses estiveram tão entusiasmados por uma campanha como aconteceu em outubro; Houve muita implicação de todos inclusivamente dos jovens e muitos em torno da candidatura de Cabral Lili. 

Paul Biya, ganhou no sul, este e extremo norte, mas perdeu no litoral onde se tinha imposto há 7 anos; ficou claro que o fervor desta campanha esteve bem alto fazendo com que pela primeira vez desde há 30 anos se tenha pensado ser possível uma alternância nos Camarões, sublinha a JEUNE AFRIQUE.

Mudando de assunto, a mesma publicação, destaca, sobre como Angola se tornou um país chave para Total. A chegada ao poder de João Lourenço permitiu à petrolífera francesa reforçar suas posições e multiplicar os projectos no segundo estado petrolífero de África.

É uma nova fase de crescimento que se abre para Total em Angola. A 10 de novembro, Patrick Pouyanné, o PCA do gigante petrolífero francês, estará em Luanda para lançar, oficialmente, na companhia de autoridades do país, a exploração do campo offshore de Kaombo, que vai acrescentar 230 mil barris por dia à produção nacional que foi de 1 milhão e 640 mil barris por dia em 2017.

Este projecto de extracção que necessitou de 14 mil milhões de dólares de investimentos e cerca de 100 milhões de horas de trabalho nas duas frentes de produção de Kaombo norte, que arrancou em 2017 e Kaombo sul, que começa no início de 2019, que estão ligadas a 52 poços construídos a 1.650 metros de profundidade das águas do mar, sublinha, JEUNE AFRIQUE.

LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN, refere-se por seu lado, a Moçambique e à empresa feita à medida da filha do ex-presidente. Muito activa nos negócios, em particular no sector das minas, Martina Chissano, filha de Joaquim Chissano, acaba de registar em Maputo, a empresa Houkay, como única accionista.

A empresa de serviços no sector mineiro fará igualmente consultoria  e estará operacional noutros sectores como distribuição de água e tratamento de lixo. A filha do ex-presidente Chissano actuará ainda na organização de eventos, promoção do turismo e produtos de beleza, nota, LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN.

Por SEU L'OBS, pergunta, em capa, se finalmente, Trump está grelhado? Sabíamos que tudo teria um fim nefasto. Mesmo após a descoberta de embalagens explosivas enviadas a 13 dirigentes ou simpatizantes democratas, Donald Trump, continuou a fazer orelhas moucas.

Depois foi o atentado de Pittsburgh que fez 11 mortos, o pior atentado anti-semita da história americana. Nesse dia 27 de outubro tudo mudou: a América nao vai apenas votar dentro de dias para decidir se o Congresso pende para este ou aquele campo. Ela fará uma escolha existencial. Vistas de longe, as eleições de 6 de novembro podem parecer banais.

Mas não, para Obama que declarou ser esta "eleição a mais importante de toda a sua vida" e ele não é o único pois é o futuro da democracia americana que está em jogo. Das nossas democracias, sublinha, L'OBS.

Um mundo de brutos, é a capa do COURRIER INTERNATIONAL, referindo-se a Donald Trump, Xi Jinping, Putin, Bolsonaro ou Salvini. Políticos que exibem os seus músculos e que se apresentam como defensores do povo contra a injustiça.

De quem é a culpa? Dos Estados Unidos, que se afastam da vida política mundial abrindo assim a via à desordem mundial, escreve COURRIER INTERNATIONAL, citando o jornal New York Times.

Brasil, Bolsonaro, presidente da rejeição, continua, COURRIER INTERNATIONAL. Eleito com um pouco mais de 55% dos votos Jair Bolsonaro, promete mudar o Brasil. Mas as suas primeiras palavras mostram mais o seu desejo de destruir o país do que a sua construçao.

Enfim, LE POINT, destaca uma longa entrevista ao antigo presidente francês, Nicolas Sarkozy, que critica, também, as posições de Trump, mas alerta os franceses para deixarem cair esse vocabulário contra o que chamam "populistas", e analisar com atenção a raiva dos povos europeus.

Sem citar nomes, critica igualmente o amadorismo de políticos europeus muito jovens que não têm a experiência que a sua geração, com a mesma idade, tinha. Mas recusa-se a criticar directamente, Macron, até porque, como disse, ele "já está a ser bem servido", acrescenta, LE POINT.