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Corrente não passa entre Macron e "coletes amarelos"

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas pela crise social em França e o diálogo de surdos  entre o presidente francês e os coletes amarelos. 

Macron tem dificuldades em convencer os coletes amarelos, é o título do vespertino, LE MONDE. Num longo discurso, ontem, o chefe de Estado, disse ter compreendido e anunciou uma concertação descentralizada nos próximos 3 meses.

Esta mudança de tom e de método não convenceu no entanto os manifestantes que apelaram para uma nova mobilização no sábado, 1 de dezembro, em Paris.

Esta crise traz à ribalta as profundas fracturas  territoriais francesas que alimentam um medo de desclassificação, nota LE MONDE.

Desconectado, replica, em título, L'HUMANITÉ. Forçado a falar na apresentação do plano plurianual de energia, o chefe de Estado, mostra a sua surdez doentia perante o descontentamento social. Macron, não tem outro objectivo, senão servir os interesses do neo-liberalismo, afirma um delegado da CGT, ao jornal comunista.

Júpiter desce à terra, relança, LIBÉRATION. Nuclear, taxa flutuante... Macron tentou reatar os laços com as classes populares, mas os seus anúncios energéticos não satisfizeram os ecologistas e correm o risco de não acalmar os ânimos dos coletes amarelos.

O presidente defende uma ecologia popular, replica, em título, LA CROIX. O Chefe de Estado, anunciou querer limitar o impacto das taxas aplicadas aos combustíveis e lançou uma grande concertação. No seu editorial Sozinho contra todos, LA CROIX, escreve que Macron conseguiu exprimir ontem a sua compreensão em relação aos franceses ricos e pobres, mas sente-se que o poder das palavras não bastará para apaziguar a actual crise.

Diálogo de surdos entre Macron e os coletes amarelos, titula, LE FIGARO. Para responder à contestação, o presidente abriu uma grande consulta popular e esboçou uma posivel modulação das taxas dos combustíveis. Mas segundo uma sondagem da OpinionWay para LE FIGARO, 76% dos franceses consideram estas medidas insuficientes. Mas há urgência, nota LE FIGARO, no seu editorial: pôr termo a uma revolta fiscal que poderia transformar-se numa crise política e social.

Mudando de assunto, na actualidade internaciona, vozes se erguem na Ucrânia contra Moscovo, após o apresamento de 3 navios militares ucranianos pelas forças russas no domingo, escreve, LE MONDE.

Em relação à África, LE MONDE destaca Congo, os segredos do assassínio de peritos da ONU. Para o governo de Kinshasa, os dois peritos da ONU e seus motoristas assassinados, em março de 2017, foram decapitados por um grupo rebelde. LE MONDE e outros mídias, como a RFI, tiveram acesso a documentos confidencias da ONU, dividida entre defensores de um compromisso político com Kinshasa em detrimento da verdade e adeptos de um inquérito independente.

 

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