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Talentos de Biologia, Física ou Matemática em África

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com a revista, JEUNE AFRIQUE, que faz a sua edição desta semana, com ciências, o fim dos complexos.

Matemáticas, biologia, medicina, geologia, física... Se os meios ainda faltam, a África nunca esteve tão presente na cena científica mundial e numerosos talentos estão a emergir. 

Habiba Chaoabuni, geneticista de 65 anos da Tunísia, após uma longa investigação, no norte do país, chegou à conclusão que há um rácio dramaticamente elevado de 25% de uniões entre primos de primeiro grau.

Arsène Biwole, 22 anos, é físico nuclear dos Camarões, colabora com a Nasa e desenvolve um projecto para utilizar a fusão termonuclear controlada para criar o que chama um "sol artificial" capaz de fornecer uma energia permanente à humanidade. 

Nigeriano nascido em Bangui, Hollouwed Olaoluwa, tirou aos 19 anos, 2 Masters de Física e Matemática e 4 anos depois, doutorava-se, em Matemática. Em 2016, foi fazer pós-doutoramento, em Harvard, investingando, sobre a Ergodicidade quântica, em física matemática, trabalho, que poderá permitir optimizar os sistemas informáticos, termodinâmicos ou ópticos, acrescenta, JEUNE AFRIQUE.

O destaque de LA LETTRE DU CONTINENT, vai para os jovens no tabuleiro de Macron, em África. Eleito presidente, aos 39 anos, Macron, colocou a sua política africana nas mãos duma força da mesma geração. Hervé Berville, é deputado e tem 28 anos, autor do relatório sobre a normalização das relações franco-africanas.

Com o foco nas questões africanas, esses jovens deputados, integraram todos os grupos de amizade ligados a países africanos, formando um "lobby" activo, para defender a linha de conduta do Eliseu, acrescenta, LA LETTRE DU CONTINENT.

LE POINT, faz a sua capa com o que os ministros do Interior não têm coragem de dizer. Máfias, bandos, fundamentalistas muçulmanos, narcotraficantes, a lista é longa. É a lei do mais forte entre os narcotraficantes e os radicais islâmicos, afirmava, a 3 de outubro, o ex-ministro do interior, Gérard Collomb.

A realidade é que não podemos dizer às pessoas que não dispomos de meios para agir em certos bairros, reconhece, um comissário da polícia, acrescenta, LE POINT.   

Mudando de assunto, por seu lado, L'OBS, faz a sua capa, com, poder de compra, a batalha impossível. "Porque é que nos quer massacrar", lança ao rosto do Presidente Macron, uma senhora já reformada. Efectivamente, não houve revalorização das pensões mínimas de velhice  e as famílias mais modestas, são as primeiras vítimas do aumento do custo de vida.

Há um sentimento de desigualdade crescente no seio da sociedade francesa e o descontentamento é cada vez maior. A supressão do imposto sobre riquezas, que famílias com dificuldades não conseguem perceber, foi o pecado original, e a gota de água que fez transbordar o vaso, foram os aumentos dos combustíveis.

É verdade que taxar mais o gasóleo pode justificar-se por razões tanto ecológicas como de saúde pública. Mas, o que pode ser explicado sem dificuldades pela presidente da câmara municipal de Paris, passa muito mal nas províncias, nota, L'OBS.

O mesmo semanário, destaca, igualmente, os verdadeiros perigos da inteligência artificial. Esta tecnologia cheia de promessas esconde também riscos importantes no controlo social, armas de guerra e no desemprego. 

Enfim, COURRIER INTERNATIONAL, destaca, Mulheres no poder. Por ocasião das eleições intercalares de 6 de novembro, nos Estados Unidos, as mulheres entraram em força no Senado ou na Câmara dos representantes ou foram eleitas como governadoras.

Esta onda feminina, vai ampliar-se? Na Europa e alhures, os governos criados na base da paridade tornam-se incontornáveis e vê-se emergir uma nova geração de mulheres chefes de Estado. Mesmo se os homens continuam a dominar nos Parlamentos, a tendência parece irreversível, acrescenta, COURRIER INTERNATIONAL.