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Emmanuel Macron reage aos "coletes amarelos"

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Polícias evacua movimento "coletes amarelos", 9 de Novembro 2018. AFP/Philippe Huguen

O Presidente francês deu ontem uma entrevista a partir do maior porta-aviões da Europa ocidental, o Charles de Gaulle, onde reconheceu não ter conseguido reconciliar o povo francês com seus dirigentes, numa altura em que Emmanuel Macron enfrenta uma forte impopularidade e uma manifestação geral no país com "o movimento coletes amarelos" que promete bloquear as estradas do país este sábado.


As declarações do chefe de Estado francês surgem a faltarem três dias de uma mobilização em todo o país dos chamados "coletes amarelos".

O movimento que se refere ao colete de segurança fluorescente usado em estradas em situações de emergência, foi criado pela sociedade civil e que se diz apolítico.

Emmanuel Macron falou de desconfiança relativa a este novo movimento; "digo desconfiança. há muita gente que quer recuperar este movimento, muitos partidos políticos".

"Ouço as pessoas que dizem que não respeito o poder de compra e que não os ouço, mas tenho dificuldade em perceber que os bloqueios sejam feitos por um lado por pessoas que me dizem todos os dias é preciso aumentar o salário mínimo, é preciso aumentar os postos de trabalho público é preciso aumentar as contribuições, mais à esquerda, e vão manifestar com pessoas que à direita, ou que dizem que é preciso reduzir impostos", descreveu Emmanuel Macron.

E como é se reduzem impostos? O Presidente francês responde "ao baixar as despesas públicas. Quando de um lado têm pessoas que juntas querem mais emprego e menos impostos respondo apenas que é uma mentira e manipulação".

O movimento convocou uma manifestação em todo o país para o próximo sábado, para bloquear estradas e protestar contra os novos impostos, principalmente com o aumento dos preços da gasolina e do diesel.