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Luta dos povos indígenas brasileiros chega a Paris

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Obras na barragem de Mariana, no Estado de Minas Gerais, um ano depois do pior acidente ambiental no Brasil. YASUYOSHI CHIBA / AFP

Paris acolhe, até esta quarta-feira, a Cimeira Mundial dos Defensores dos Direitos Humanos. Um dos intervenientes é Geovani Krenak, um conhecido porta-voz do povo indígena brasileiro Krenak, que aproveitou a tribuna internacional para denunciar o atropelo aos direitos dos povos indígenas no Brasil.


Cerca de 150 defensores dos direitos humanos estão reunidos, em Paris, desde esta segunda-feira e até quarta, para debater estratégias de luta contra a repressão, o racismo e a discriminação.

Geovani Krenak, porta-voz do povo indígena brasileiro Krenak, teme que a eleição de Jair Bolsonaro como Presidente do Brasil aumente a perseguição aos povos indígenas no país.

Geovani Krenak 30/10/2018 ouvir

 

O activista vai receber, em Paris, a 3 de Novembro, o prémio  France Libertés – Fondation Danielle Mitterrand pela campanha “Justiça pelos Krenak”, na qual reclama a prisão para os responsáveis do “crime ambiental” no Rio Doce. Em Novembro de 2015, o rompimento de uma barragem no município brasileiro de Mariana, onde estavam armazenados resíduos tóxicos, provocou a morte a 19 pessoas e contaminou centenas de quilómetros na região e "matou" o Rio Doce, naquele que é considerado o pior desastre ambiental do Brasil.

Uma conversa que pode ouvir no próximo programa Vida em França, esta semana.