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"Não há ligação entre Khashoggi e a venda de armas"

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Emmanuel Macron, chefe de Estado francês em Bratislava, Eslováquia. REUTERS/Francois Lenoir

A França quer sanções "claras e coerentes" quando forem apuradas as responsabilidades sobre o assassínio do jornalista saudita Jamal Khashoggi. No entanto, o Presidente Emmanuel Macron afirma que a vendas de armas não têm nada a ver com este caso, demarcando-se assim da posição da Alemanha que quer congelar a exportação de armas com a Arábia Saudita.


Em Bratislava, na Eslovaquia, o chefe Estado francês disse perceber a ligação entre o comércio de armas e a situação no Iémen, porem não entende a relação que está a ser feita entra a venda de armas à Árabia Saudita e o assassínio de Jamal Khashoggi.

Emmanuel Macron referiu, num tom irónico, que muitos dos que afirmam que não vão vender mais armas a Riade, vendem mais do que a França. O Presidente francês respondia assim à chanceler alemã, Angela Merkel, que esta semana veio apoiar o congelamento das exportações de armas para com Árabia Saudita.

No entanto, Emmanuel Macron declarou que a França quer sanções "claras e coerentes" quando forem apuradas as responsabilidades sobre o assassínio de Jamal Khashoggi.

Esta sexta-feira, em entrevista a um canal de televisão HabeTurk, a noiva do jornalista saudita exigiu que todos os responsáveis desta "barbárie" sejam punidos.

Ontem, numa declaração oficial publicada em Riade, o procurador-geral da Arábia Saudita reconheceu que, com base nas informações fornecidas pela Turquia, os suspeitos acusados do assassínio do jornalista saudita Jamal Khashoggi cometeram um acto "premeditado".

De acordo com a Ancara, o jornalista foi assassinado por uma equipa de 15 agentes sauditas que se deslocaram especialmente ao país para esta operação.