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O ginecologista congolês que ganhou Nobel da Paz

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com a JEUNE AFRIQUE, que destaca, República democrática do Congo, Denis Mukwege, que sobre o seu Nobel da Paz, diz, "este prémio é uma maneira de interpelar os congoleses".

Recompensado com o Nobel da Paz pela sua acção a favor da mulher violada no leste da RDC, o célebre ginecologista e obstetra, não se envolve em questiúnculas políticas, mas emite um juízo severo sobre a permanência no poder de Joseph Kabila e critica o processo eleitoral.

"Há 2 anos que os nossos governantes desafiam o povo", afirma Denis Mukwege num exclusivo, à JEUNE AFRIQUE, que o questiona sobre o que vai fazer depois de ter obtido o Nobel da Paz:

"O que sempre fiz: curar mulheres, e, em todo lado, continuarei a reclamar a paz para a RDC. Como falar em desenvolvimento quando em certas províncias uma mulher que vá ao mercado, à fonte para buscar água, corre o risco de ser violada?, exclama, o médico ginecologista da RDC.

Por seu lado, LA LETTRE DU CONTINENT, refere-se a Angola, destacando a presença do Patronato francês, Medef, em Luanda e em Monróvia. O comité África do Medef Internacional, dirigida por Patrice Fonlladosa, já programa "missões de prospecção" nas duas capitais em janeiro de 2019.

Os patrões franceses têm encontros em Luanda alguns meses depois da visita do Presidente angolano, João Lourenço, a Paris, nota, LA LETTRE DU CONTINENT.

Migrantes: Espanha de mãos dadas com o Marrocos, é do COURRIER INTERNATIONAL, retomando, um artigo do El País. Madrid levanta a voz na Europa para defender um parceiro cada vez mais impaciente, Marrocos.

O governo socialista espanhol de Pedro Sánchez exerce fortes pressões sobre Bruxelas para que Rabat obtenha rapidamente da União europeia uma ajuda importante para conter os fluxos migratórios.

A pressão é tão forte que Bruxelas já está a preparar uma resposta iminente. Espanha tornoou-se o primeiro destino de imigrantes ilegais que atravessam o Mediterrâneo. A necessidade de garantir a cooperação do Marrocos nesse domínio explica o espírito de conciliação de Madrid em relação a Rabat.

A mesma publicação, refere-se igualmente a ajustes de contas do ANC, na África do sul. A sede do poder e do dinheiro tomam conta dos espíritos de eleitos do ANC que se matam uns aos outros. Assassínios políticos fazem dezenas mortos, como Sindiso Magaqa, que pensava estar ao abrigo das matanças, nota, COURRIER INTERNATIONAL.

Por cá em França, L'OBS, destaca a reforma das pensões por pontos... de interrogação, para criticar o governo que quer refundar um dos pilares do modelo social francês. Modernização salutar ou passagem perigosa para seguradoras privadas?

Deitar abaixo, portanto, os nossos 42 regimes de pensões, um sistema que não é apenas complexo mas gera também injustiças, argumenta, Jean-Paul Delevoye, o alto comissário para a reforma das pensões. 

Os pensionistas não comem conceitos. Vivem com euros, replica, Philippe Pihet, do sindicato da Força operária, nas páginas do L'OBS.

Também, LE POINT, faz a sua capa, com tema, perguntado: Ainda se pode envelher em França? Porque é que tratamos tão mal os nossos velhos. O nosso país é aquele que detém a maior taxa de suicídios dos mais de 75 anos.

Em França, o custo médio  por mês duma Casa para os mais idosos é de cerca de 1000 euros, soma superior à média das pensões de reforma a ajuda ao domicílio é um dos sectores mais pobres e dos mais desfavorecidos da nossa economia.

E sem grande surpresas, a França é igualmente o país da Europa onde se encontra o maior número de pessoas necessidade de ajuda, como casais, crianças, que dependem de famílias submersas numa burocracia labiríntica, acrescenta, LE POINT.

Macron, é desta vez?, pergunta, COURRIER INTERNATIONAL, que retoma, o Foreign Policy, sobre a nova equipa governamental francesa. Macron pensa acima de tudo no futuro do país e não no dia-a-dia dos franceses.

A hecatombe continua e este cenário não foi pressentido quando Macron ganhou as presidenciais frente a Marine Le Pen, triunfando lá onde falharam os britânicos e os americanos.

Mas hoje todas as esperanças caíram por terra. Macron perde a simpatia dos jovens devido ao seu mau carácter, exigindo a um puto, que lhe chama "Manú" para lhe chamar Senhor Presidente ou a um jovem desempregado para se mexer e atravessar a rua para encontrar um emprego.