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França, Brexit, União europeia ou Egipto

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão dominadas por questões de política internacional, como Brexit e de política nacional, como reacções à remodelação governamental.

Face a dúvidas, Macron exibe sua confiança, titula, LE FIGARO. Após a remodelação de ontem, marcada pela nomeação de Christophe Castaner ao ministério do Interior, o chefe de Estado indicou que não haverá nem virar de página nem mudança de direcçao ou de política.

No seu editorial, intitulado, Solidão, LE FIGARO, observa, que Macron pode firmemente afirmar a sua confiança e sua impaciência reformadora, as suas palavras não fizeram esquecer as promessas de grandes mudanças, nem a esperança de uma nova lufada de vento.

Sopro frouxo, replica, em títula, L’HUMANITÉ. Após duas semanas de tergiversações, um novo governo  sem coluna vertebral foi anunciando. Muito barulho por nada! Um governo estafado sem mesmo começar a correr.

Após duas semanas à procura de nomes, o executivo conseguiu apresentar um novo governo. Entre equilíbrios da maioria preservados, um ministro arrancado da sua reforma, quadros superiores do privado, o segundo fôlego esperado já se esvaiu, acrescenta, L’HUMANITÉ.

Macron, nem virar de página, nem mudança”, replica, LE MONDE, citando, o presidente Macron, na declaração que fez na televisão, apás a remodelação, reafirmando a sua vontade o rumo das reformas. Mas afirmou também querer estar mais à escuta dos franceses e reatar o laço rompido com os eleitos locais.

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, sobre o antigo candidato presidencial, Jean-Luc Mélenchon, que gritou demasiado alto. Referência à obstrução do líder da França Insubmissa à policía judiciárião de busca à sede do seu partido, denunciando uma polícia política. 

Não me podem impedir de entrar, eu não sou nenhum bandido, não sabem que sou a República, que sou um deputado?, lançou Mélenchon, aos polícias, acompanhados de um procurador, que confiscaram documentos no quadro  de casos de empregos fictícios e de financiamento da sua campanha presidencial, acrescenta, LIBÉRATION.

Mudando de assunto, Brexit: os desafios de uma cimeira crucial, é o principal título, do vespertino, LE MONDE. A 6 meses da data da saída do Reino Unido da União europeia, tem lugar hoje uma cimeira especial europeia em Bruxelas para tentar resolver várias questões cruciais.

A principal dificuldade relaciona-se com a questão do restabelecimento duma fronteira entre as duas Irlandas ou duma união alfandegária temporária. Face à revolta duma parte dos conservadores, Theresa May deverá contar com o apoio de certos trabalhistas para ratificar o texto.

Os britânicos defensores duma permanência na União europeia se sentem abandonados pelos partidos e mobilizam-se por um segundo referendo, acrescenta, LE MONDE.

Ortodoxia, o rompimento, titula, LA CROIX. O Patriarca de Moscovo anunciou na segunda-feira, a ruptura  das relações com o patriarcado de Constantinopla, provocando um cisma no mundo ortodoxo. A decisão de Moscovo surge 4 dias depois do anúncio do patriarca de Constantinopla reconhecer uma Igreja ortodoxa independente na Ucrânia, pondo fim, a 332 anos de tutela religiosa russa sobre os fiéis ucranianos, nota, LA CROIX.

Enfim, sobre o continente africano, LE MONDE, destaca, Egipto reprime com tanques franceses. A Amnistia Internacional, denuncia o papel da França, primeira fornecedora de armas do Cairo.

No seu novo relatório, intitulado, Egipto, armas francesas no coração da repressão, a ONG afirma que veículos tácticos Sherpa e blindados MIDS, foram utilizados para reprimir violentamente manifestações no Egipto entre 2012 e 2015, acrescenta, LE MONDE.