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Saúde, greves e aquecimento global em França

Por João Matos

As primeiras páginas da imprensa dária francesa, apresentam-se diversificadas entre assuntos como a saúde, procriação assistida, greve ou mudanças climáticas.

Apelo a federar os descontentamentos, titula, L’HUMANITÉ, para se referir à greve de hoje como dia de mobilização contra o desmantelamento do modelo social. Em entrevista ao jornal o secretário-geral da CGT, confederação comunista, Philippe Martinez afirma que a mobilização não se mede pelo número de manifestantes, mas pelas reivindicações sobre salários, aumento das pensões de reforma e do seguro de desemprego.

Saúde: disparidades territoriais preocupantes, titula, LE MONDE. Pela primeira vez, o ministério da Saúde dispõe de dados fiáveis sobre a desigualdade de acesso a a cuidados médicos, nomeadamente, dentistas no território. Se 50% de pessoas conseguem num prazo de 29 dias uma consulta oftalmológica em Paris, este prazo passa para 97 dias nas pequenas cidades francesas, sublinha, LE MONDE.  

Manifestação para todos, mesa posta, titula, LIBÉRATION. Após luz verde do comité de ética, os reaccionários preparam as suas armas no quadro do debate sobre procriação medicamente assistida para todas.

Em 2013, a abertura do casamento a pessoas do mesmo sexo derrotou a manifestação para todos. 5 anos depois a perspectiva duma extensão da procriação medicamente assistida a lésbicas e mulheres solteiras remobiliza as tropas. Os opositores a uma evolução da procriação assistida, nomeadamente, da Manifestação para todos, esperam sentem-se reconfortados e prontos para a luta. Conseguirão os conversadores  pôr as suas tropas nas ruas como no passado? pergunta, LIBÉRATION.

Mudando de assunto, Clima,  e agora?, pergunta, em título, LA CROIX. Segundo o relatório do GIEC de ontem limitar o aquecimento climático a 1,5 graus centrígados implica transformações societais sem precedentes. Tem de haver uma acção imediata, rápidasitemática, porque temos tudo a ganhar, acrescenta, LA CROIX.

Aquecimento global, que resposta depois do alerta? Pergunta em título, LE FIGARO. Não existe solução milagre para captar de maneira económica o dióxido carbono na atmosfera. A França e a Alemanha têm dificuldades em respeitar os objectivos fixados após a COP21 de Paris e vários peritos duvidam da realidade dos progressos anunciados pela China, nota , LE FIGARO.

Por seu lado, LE MONDE, destaca, Brasil, Bolsonaro, liberal e autoritário. Favorito da segunda volta das eleições presidenciais, o candidato da extrema direita tem uma retórica anti-sistema e de segurança, tem agora de clarificar um programa prenhe de contradições nomeadamente económicos, nota, LE MONDE.

Em relação à África, LIBÉRATION, destaca o ouro do Sará. Após a explosão em 2012 no Sudão, garimpeiros do ouro alargaram-se por toda a África do oeste, até Mauritânia. Muitas vezes conflituosa e difícil de regular, a prospecção permite no entanto dinamizar a economia.

Na Mauritânia, a nova descoberta de filões prometedores do ouro provocou uma autêntica euforia. Mas o Estado controla tudo. No Chade, pelo contrário, há sítios que estão sem controlo nenhum.

No Níger, o ouro está está dos dois lados do leste e do oeste controlados pelos tubús e os tuaregues e no Sudão, foi no norte de Darfur que os primeiros filões do ouro foram localizados, entre 2011 e 2012. Mas na mesma altura outras regiões sudanesas registaram uma explosão nos estados do norte, do Nilo e do mar Vermelho, acrescenta, LIBÉRATION.

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