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Zenu, a queda do filho do ex-Presidente de Angola

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal, com a JEUNE AFRIQUE, que elege como homem da semana, Zenu, a queda do filho, do ex presidente angolano,José Eduardo dos Santos.

Depois de Isabel dos Santos, é a vez do irmão, José Filomeno, que é vítima da cruzada anti-corrupção do presidente angolano, João Lourenço. A notícia provocou um sismo em Angola. A 24 de setembro, quando o presidente João Lourenço se preparava para viajar para Nova Iorque para a assembleia geral da ONU e que o seu predecessor, José Eduardo dos Santos, ultimava a sua visita a Barcelona, José Filomeno, filho do antigo chefe de Estado, era posto em prisão preventiva.

Ele já tinha sido despedido da presidência do Fundo Soberano angolano em janeiro, e indiciado por fraude, em março, suspeito de ter transferido 500 milhões de dólares no quadro de um plano que teria permitido desviar 1,5 mil milhões de dólares, acrescenta, a JEUNE AFRIQUE, num artigo de duas páginas.

Também, LA LETTRE DU CONTINENT, se refere a Angola, escrevendo: a segurança pessoal do liquidador Lourenço. O chefe de Estado angolano colocou o seu poder nas mãos de personalidades cuja determinação é virar rapidamente a página dos Santos.

Um ano depois de ter prestado juramento, João Lourenço, deitou abaixo o sistema dos Santos. General de reserva, doravante, chamado o Liquidador implacável pelos angolanos, João Lourenço, assenta a sua estratégia na pessoa do presidente do Supremo Tribunal, Rui Ferreira, antigo presidente do Tribunal constitucional e agora artesão dos processos intentados contra os caciques do regime cessante.

Depois de ter remodelado todo o sistema do exército e da inteligência, o chefe de Estado fez do general Fernando Garcia Miala a principal peça do seu dispositivo. Miala, foi nomeado patrão do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado, depois de ter sido braço direito de Eduardo dos Santos. 

Entre outros, figura igualmente, o próprio irmão do chefe de Estado, o general Sequeira João Lourenço, que coordena a segurança presidencial. Apesar dos anúncios de ruptura radical com os métodos passados, João Lourenço abriu o Palácio Cor de Rosa, à sua própria família, acrescenta, JEUNE AFRIQUE.

Por seu lado L'OBS, destaca o apartheid que ainda continua na África do sul. Mandela, o ícone Madiba, para os antigos, é rejeitado pelos jovens negros, tinhosos contra a discriminação persistente. Mandela, prometeu-nos escola gratuita, mas continuamos a pagar, afirma uma jovem. O que é que mudou?

" Fomos muito ingénuos em 1994, pensando que do dia para a noite, tudo ia mudar, suspira Steven Markovitz, Presidente de Big World Cinema", nota, L'OBS, que escreve o artigo a propósito do filme sobre Mandela que sai nas salas de cinema francesas a 17 de outubro.

Mas a capa do L'OBS, é acabar com a esquerda mais estúpida do mundo, por ocasião do livro, Crianças do vazio do sociólogo, Jean-Pierre Le Goff e do ensaísta Raphael Glucksmann, que defendem em entrevista, que a esperança só renascerá se a esquerda se reconciliar com a realidade. 

Evitar uma batalha ideológica entre a China e os Estados Unidos, afirma Yan Xuetong, director do Instituto das Relações Internacionais da Universidade Tinghua de Pequim, num artigo de um jornal chinês, citado, pelo COURRIER INTERNATIONAL. O perito chinês, teme que haja um confronto da China com Washington por causa de Taiwan e uma nova guerra fria. 

LE POINT, faz a sua capa com a morte de Charles Aznavour, que era a voz da França. 100% arménio, 100% francês. Vindo do nada, ela cantava a vida, o amor e fazia vibrar o mundo inteiro com a sua poesia que arrastava multidões.