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Extrema-direita, não ganhou na Suécia, mas preocupa

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas tanto a nível nacional como internacional. 

Suécia: o modelo político fragilizado pelo avanço da extrema direita, titula, LE MONDE. As eleições legislativas na Suécia de ontem não permitiram que houvesse uma maioria clara no parlamento para a formação de um governo.A extrema-direita regista a maior progressão do escrutínio, passando de 12,9% em 2014 para 17,6% nas eleições deste domingo, desequilibrando os partidos tradicionais.

O arco da esquerda liderado pelos sociais democratas obtêm 144 lugares de um total de 339, enquanto o bloco da direita fica com 143 assentos no novo parlamento, nota LE MONDE.

Por seu lado, L'HUMANITÉ, titula, sobre a Grécia: Tsipras tenta alijeirar a austeridade. Apesar do controlo estrito dos credores, o primeiro ministro grego anuncia uma redução dos impostos e um aumento do salário mínimo. Mas, a filósofa grega Michel Vakalulis, afirma,em entrevista ao L'HUMANITÉ, que os sacrifícios do povo grego ainda vão continuar muito tempo.

LA CROIX, titula, repensar a economia e pergunta como reforçar a regulação financeira, a luta contra a pobreza e a protecção do meio ambiente.

Questões para um debate entre 6 personalidades num suplemento especial, em que o ex-presidente do Banco central europeu, Jean-Claude Trichet, afirma que o sistema financeiro mundial, continua vulnerável ou mais do que na crise de 2008.

Por cá em França, LIBÉRATION, titula, sobre uma entrevista exclusiva da primatóloga inglesa, Jane Goodall e do filósofo francês, Edgar Morin, defendendo resistência sobre temas como o clima, a democracia ou os refugiados.

LE FIGARO, titula, a alarmante propagação da ideologia islamita. Nas grandes e pequenas cidades, assim como no interior do país, a ideologia do islamismo avança no terreno. Graças a redes bem estruturadas e com ramificações mundiais, doravante, com a Internet, os ideólogos radicais não pouparam nos investimentos, segundo o relatório do Instituto Montaigne sobre a fábrica do islamismo.

Professando suas teses a partir da Arábia saudita, Turquia ou Egipto, nas redes sociais, estes influenciadores alimentam a esfera puramente islâmica e o grande público, num emaranhado de páginas Facebook e contas Twitter, a ponto de terem audiências idênticas a de personalidades políticas como estrelas do mundo da música e do espectáculo.

Fazendo uma adição das 5 contas twitters mais importantes de obediência wabita, teremos 87,4 milhões seguidores, quer dizer em segunda posição do TOP 15 dos grandes influenciadores, liderado por Obama, que tem 102,4 milhões de seguidores e em terceiro lugar Trump, com 54,3 milhões, nota LE FIGARO.