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Mali, Moçambique, Migrantes e Letras lusófonas

Por João Matos

Abrimos esta Imprensa Semanal com a JEUNE AFRIQUE, que faz a sua capa com Mali, presidenciais de 2018 e a frase choque de Soumaïla Cissé: "Eu ou o caos".

Numa entrevista exclusiva ao semanário, o chefe de fila da oposição, Cissé,  candidato às presidenciais de 29 de julho, afirma que o seu projecto não se resume a subsituir Ibrahim Boubacar Keïta, cujo balanço é catastrófico.

Candidato pela terceira fez à magistratura suprema, Cissé, está convencido de que é desta vez que ganhará, prometendo  lutar contra a corrupção e que afastará os seus amigos e a sua família da gestão do Estado. E desafia os seus adversários a desmenti-lo, sublinhando que durante 20 anos foi membro de governos e presidente da Comissão da UEMOA, mas nunca nomeou familiares para postos-chave, nota, JEUNE AFRIQUE. 

Também, o COURRIER INTERNATIONAL, se refere ao Mali, mas sobre a mesquita de lama contra os jiadistas. Todos os anos os habitantes de Djenné lavam o rosto do edifício religioso de lama e terra. Mas a ameaça terrorista esteve para estragar a festa deste ano.

Djenné, cidade de 35 mil habitantes no centro de Mali, célebre pela sua arquitectura tradicional de tijolos de terra e a sua mesquita, construída sobre uma plataforma de 90 metros de comprimento, foi classificada património da UNESCO.

Milícias que contam com o apoio de extermistas do Islão invadiram várias cidades, destruíram mercados e os seus tentáculos chegaram ao centro do país. Até agora, Djenné e sua mesquita, foram poupadas, mas a região é cada vez menos segura e há que cada vez mais ataques nas suas imediações, nota COURRIER INTERNATIONAL.

Por seu lado, LA LETTRE DE L'OCEAN INDIEN, escreve sobre Moçambique, que se verá sacudido em breve pelos serviços de segurança do gigante canadiano GardaWorld, instalado há 4 anos, naquele país, mas que de um pequeno edifício, vai comprar o número dois local, Arkhe Risk Solutions.

A compra está prevista para dentro de 2 meses. Filial da empresa sul-africana Omega Risk Solutions, fundada pelo antigo oficial do exército sul-africano, Faan du Toit, Arkhe, aproxima-se da estrutura Olive Group Mozambique com o foco no sector do petróleo e do gás.

L'OBS, faz a sua capa com os Migrantes e Nós. O drama dos migrantes, rejeitados de porto em porto acordou consciências e atiçou tensões. Um pouco por todo o lado, a extrema direita e o populismo ganham terreno. As nações desarranjam-se quando deveriam entender-se sobre regras claras e equitáveis. 

Há que fazer sacrifícios sobre o nosso bem-estar e renegociar um contrato social à escala do planeta? Quem acolher? Quem rejeitar? Tantas questões que a Europa vai ter de responder um dia, pois, recusar pensar uma doutrina de limites é o começo do fim de uma comunidade europeia que falhará na redefinição dos seus valores, acrescenta, L'OBS. 

LE POINT, faz um especial sobre o renascimento da Grécia de Alexis Tsipras, que não tinha a confiança de ninguém e que da admiração por Che Guevara e Fidel Castro, agora, já diz, que não vai lançar dinheiro de helicóptero sabendo que os cofres estão vazios. E apoia o projecto de Macron, de um orçamento da zona euro, de que fará parte a Grécia, pago com o dinheiro dos contribuintes da Alemanha.

É o mesmo LE POINT, que nos convida a uma maratona de letras, viagens lusófonas de 28 de junho a 1 de julho, no quadro do festival de palavras de Toulouse.

A língua portuguesa é convidada de honra, com Lídia Jorge, Gonçalo Tavares, Conceição Evaristo e José Eduardo Águalusa, onde se falará de literatura e de clássicos de Angola, de Portugal ou do Brasil, como Fernando Pessoa, e João Guimarães Rosa, mas também de talentos contemporâneos como Valério Romão.