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Vaticano: Presidente francês recebido pelo Papa

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Emmanuel Macron recebido pelo Papa Francisco em audiência privada no Vaticano, a 26 de junho de 2018. lessandra Tarantino/ Pool via Reuters

Emmanuel Macron foi recebido na manhã desta terça-feira no Vaticano pelo Papa Francisco na audiência mais demorada concedida pelo sumo pontífice argentino a um chefe de Estado. Os dois estadistas mantiveram um encontro cordial, onde a questão do afluxo de migrantes para a Europa foi tema de debate.


Foram 57 minutos de audiência a que mantiveram o Papa Francisco e o presidente francês, acompanhado no final pela sua esposa, Brigitte Macron.

A delegação francesa incluia também o ministro do interior Gérard Collomb.

O Presidente francês, Emmanuel Macron, declarou que houve uma "troca de pontos de vista muito livre e muito intensa" com o Papa, segundo um comunicado do Eliseu.

O chefe de Estado francês, ofereceu, ao Papa, uma edição em italiano de 1949 do "Diário de um Pároco de Aldeia" de George Bernanos, escritor francês católico.

Do seu lado, o Papa Francisco, ofereceu, ao presidente Macron, uma medalha de bronze de S.Martinho, símbolo de generosidade do século IV, que segundo a tradição cristã partilhou o seu manto com um pobre.

É vocação dos governantes proteger os pobres e "tutti siamo poveri", todos somos pobres, sublinhou o Papa, na sua conversa com Macron, misturando italiano e francês.

"A França deveria dizer que as religiões fazem também parte da cultura", sublinhou o Papa Francisco. 

Baptizado aos 12 anos na fé católica e antigo aluno de um colégio jesuíta, Emmanuel Macron, define-se hoje como "agnóstico".

De notar que Emmanuel Macron começara o dia com um pequeno-almoço com a Comunidade de Sant'Egidio, que se notabilizou no processo de paz moçambicano e continua activa noutros como na Casamança, Sudão do Sul ou RCA.

A questão dos migrantes foi aí também abordada com Andrea Riccardi, fundador do organismo, e ex ministro, a enaltecer o papel da França na instauração de corredores humanitários na Síria.

Sant'Egidio que se tem ilustrado também na questão do acolhimento na Europa de refugiados.

Posição mais próxima da versão oficial da França do que de Itália com o actual ministro do interior transalpino a descartar acolher um novo barco de refugiados no Mar Mediterrâneo e a ter-se deslocado à Líbia para defender a instalação de um centro de tratamento de dossiers de migrantes.