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Turquia vai a votos no domingo e Erdogan está na corrida

Por João Matos

Turquia é o assunto mais abordado na imprensa francesa, onde se pode ler, no entanto, outros temas como, Brexit ou as contas de campanha do ex-candidato Macron.

Turquia: eleições de alto risco para Erdogan, titula, LE MONDE. Os turcos votam, este domingo, 24 de junho, para elegerem os seus deputados e um presidente com poderes reforçados. Estes escrutínios são vistos como muito mais disputados do que o previsto por Erdogan e o seu partido, no poder, há 15 anos.

A lassidão tomou conta da população face ao abrandamento                    económico. O dirigente turco poderia perder a sua maioria se o partido curdo ganhar mais de 10% dos votos, no domingo, nota LE MONDE.

Turquia, a aposta arriscada de Erdogan, relança, LA CROIX. O Presidente turco convocou eleições anticipadas cujo resultado, no domingo, poderia ser-lhe desfavorável. Desta vez há brechas porque Erdogan enfrenta uma usura do poder.

Cinco candidatos desafiam Erdogan na eleição presidencial que dará lugar a uma segunda volta, a 8 de julho, se nenhum deles obtiver, 50% dos votos. Muharrem Ince, é o principal adversário de Erdogan. Sobre as legislativas, a oposição formou uma Aliança para responder à aliança do Partido de Erdogan com os nacionalistas e são precisos 10% dos votos para um partido conseguir um assento no Parlamento, acrescenta LA CROIX.

Ainda no internacional, LE FIGARO, titula, sobre os 2 anos depois do Brexit continuam zonas de brumas. Dois anos após o referendo sobre a saída da União europeia, Theresa May, está num desnorte completo entre facções opostas, pelo que vai adiando decisões difíceis.

Mas após 2 meses de debates, a lei de saída da União europeia foi finalmente adoptada ontem à noite. A primeira-ministra conseguiu que fossem anuladas as 15 emendas adoptadas pela câmara dos Lordes que visavam atenuar os estragos do Brexit. Com a lei adoptada, Theresa May conseguiu neutralizar as vozes críticas no seio do seu partido conservador, nota LE FIGARO.

Mudando de assunto, por cá em França, LIBÉRATION, titula sobre as contas de campanha e a panelinha de Lyon de Macron. Entre o presidente, o seu ministro do Interior, Collomb e Olivier Ginon, patrão do grupo de eventos GL Events, muito presentes durante a conquista do Eliseu, as relações foram reforçadas a ponto de haver riscos de misturar tudo, o público e o privado.

Há suspeições de favoritismo no financimaento da campanha de Macron e o ministro do Interior, Gérard Collomb, é suspeito de desvio de fundos públicos, dos tempos em que era presidente da câmara municial de Lyon, sublinha LIBÉRATION.

Em relação à África, L'HUMANITÉ, faz o seu principal título com Lounès Matoub: o canto rebelde continuar no ar. Há 20 anos, o cantor cabil da Argélia era assassinado. O seu legado político e poético está intacto. Lounès é um ícone não só nas montanhas de Cabília, mas em toda a Argélia e mesmo na África do norte, onde a sua memória continua mais viva do que nunca, apesar de os seus assassinos terem querido não sá matar o artista mas também a esperança que o bativa, nota L'HUMANITÉ. 

Por seu lado, LA CROIX, destaca, reformas audaciosas estudadas na Tunísia. A Comissão tunisina das liberdades individuais e da igualdade propõe um pacote de reformas nomeadamente a igualdade em matéria de herança, abolição da pena de morte e a despenalização da homossexualidade.

A comissão sugere ainda evoluções mais limitadas deixando a escolha ao legislador como forma de prevenir uma recusa total das propostas, nota LA CROIX.

Enfim, em tempo de Mundial de futebol, L'ÉQUIPE, titula, sobre a vitória da França de 1 a 0 frente ao Perú, qualificada assim para os oitavos-de-final. A selecção nacional francesa precisa apenas de um empate frente a Dinamarca, para liderar o seu grupo, nota L'ÉQUIPE.