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Angola, Moçambique, Ruanda e relações com a França

Por João Matos

A visita do Presidente de Angola a França, João Lourenço, continua a suscitar reacções na imprensa francesa, mesmo especializada, como LA LETTRE DU CONTINENT.

O que João Lourenço veio buscar  junto dos meios de negócios franceses, afirma LA LETTRE DU CONTINENT, acrescentando que o sucessor de Eduardo dos Santos concentrou os seus esforços numa saída do só petróleo.

Sacudida nos últimos anos pela quebra de preços do petróleo, Angola procura urgentemente diversificar-se valorizando as suas terras, para acelerar a autosuficiência e reduzir as importações.

Noutra passagem, a mesma publicação, escreve que devido ao número exponencial de patrões no encontro com João Lourenço, o patronato francês, MEDEF, prepara uma missão a Angola em Outubro. Outro destaque, o lobbying do homem de negócios francês, Pierre Castel, que mobilizou todas as suas redes para se aproximar do Presidente João Lourenço e que está presente em Angola desde os anos 70 depois de ter estado muito ligado a José Eduardo dos Santos.

LA LETTRE DU CONTINENT, faiz ainda referência ao papel que João Lourenço pode ter junto do seu homólogo Joseph Cabila, que quer convocar um referendo constitucional para poder candidatar-se a um novo mandato. Paris pediu aos Presidentes João Lourenço e Paul Kagamé, que estiveram em França em maio para insistirem junto de Cabila a respeitar o calendário eleitoral.

Isto serviu para provocar a ira do ministro da comunicação da RDC, Omalanga a denunciar uma ingerência nos assuntos internos do país, acrescenta LA LETTRE DU CONTINENT.

Por seu lado, JEUNE AFRIQUE, faz a sua capa com Kagamé, a afirmar numa entrevista exclusiva, que a África não precisa de baby-sitters europeus, americanos, asiáticos  e outros, o que aliás é uma forma profunda de paternalismos;

Sobre ainda a RDC, Kagame, afirma que falar de um eixo hostil àquele país africano fronteiriço, formado pela França, Angola e Ruanda, nao passa de pura imaginação ou então pretexto pra desviar a atenção dos verdadeiros problemas, acrescenta a JEUNE AFRIQUE.

Moçambique frente ao seu Boko Haram, é do  confidencial semanário, LE MONDE AFRIQUE, para se referir à província de Cabo Delgado, no norte do país, que enfrenta uma violência quotidiana levada a cabo por uma seita islamita, Al Sunnah wa Jama'ah que ao longo do tempo se tornou num movimento de guerrilha.

Por seu lado, o AFRICA CONFIDENTIAL, destaca uma intempestiva ou morte prematura, de Afonso Dhlakama. O desaparecimento do líder da RENAMO é uma oportunidade para o partido reinventar-se, mas a FRELIMO, poderá continuar a abandonar a reconciliação.  

LE POINT, pergunta em capa se a França tem de devolver obras artísticas que pertenceram à África, e a nível interno, se Macron terá coragem para levar a cabo  reformas sobre a dilapidação dos dinheiros públicos, despesas socias desenfreadas...

A nível de política dos serviços de informações, L'OBS, titula, sobre os espiões que matam e que pertencem ao Mossad israleita, os métodos russos ou as operações francesas. Vincent Nouzille, escritor sobre uma obra consagrada às operações especiais e assassínios levados a cabo pelos serviços de espionagem francesa, afirma ao L'OBS, que depois dos atentados de novembro de 2015, a França passou a eliminar jiadistas franceses.

Enfim, COURRIER INTERNATIONAL, destaca a cimeira de Singapura entre Trump e Kim, retomando Washington Post,  prevendo que as negociações concretas serão longas e difíceis e que os dois dirgentes não têm interesse em que haja um fracasso.

Trump gostaria de mostrar que teve êxito lá onde outros presidentes nomeadamente o seu predecessor Obama fracassaram.