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Arte urbana “Made in Portugal” em destaque em Paris

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Cartaz da exposição "Made in Portugal". gcagallery

Este sábado, abre ao público a exposição "Made in Portugal", na GCA Gallery, em Paris. A mostra leva para dentro da galeria peças de ateliê de artistas portugueses habituados a pintar nas ruas: Pantónio, Akacorleone, João Samina, Mário Belém, Gonçalo Mar, MrDheo e Nuno Viegas.


Pedro Campiche (que assina como Akacorleone) e João Samina deslocaram-se a Paris para a inauguração, esta sexta-feira, e falaram à RFI sobre a importância de participar nesta mostra colectiva de "street art made in Portugal".

“Paris é uma cidade importante no panorama do ‘street art’ e da arte contemporânea, portanto, é importante entrar neste circuito”, considerou Akacorleone, que apresenta duas peças de acrílico transparente em que silhuetas recortadas jogam com cores, luminosidade e perspectivas.

Akacorleone considerou que "Portugal é um país com imensa relevância ao nível do 'street art'" porque "os artistas têm de trabalhar muito para conseguir ter exposições e ter visibilidade" e porque "há murais de alguns dos melhores artistas do mundo espalhados pelo país".

Akacorleone, Artista 09/06/2018 ouvir

João Samina descreveu que trabalha com ‘stencil’, retratos e composições geométricas, juntando “dois mundos numa só obra”: “A ideia é sempre haver uma relação entre a composição geométrica e essa representação humana. Umas vezes pode ser mais em conflito, outras vezes pode ser mais em equilíbrio. Há sempre ali uma tensão, umas vezes mais positiva, outras vezes mais negativa.”

O artista admitiu que a arte urbana portuguesa "está um bocadinho na moda".

João Samina, Artista 09/06/2018 ouvir

O objectivo da exposição é "apresentar uma parte da cena de arte urbana portuguesa", de acordo com Geoffroy Jossaume, diretor da GCA Gallery, que aponta Portugal como “um dos melhores lugares de 'street art' no mundo”.

A exposição “Made in Portugal” está patente até 14 de julho e começa três semanas depois da inauguração, em Paris, de duas exposições de Alexandre Farto (Vhils), no centro cultural Centquatre-Paris e na galeria Magda Danysz, e após a inauguração de um segundo mural de Pantónio no 13.º bairro de Paris, onde também há paredes com rostos esculpidos de Vhils.

A mostra está integrada no programa da segunda edição da "Lusoscopie", uma iniciativa do Centro Cultural Camões em Paris, que promoveu exposições quase paralelas de artistas como Paulo Nozolino, Carlos No, Borderlovers (Ivo Bassanti et Pedro Amaral), José Loureiro, Alexandra de Pinho e Adriana Molder.