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Macron em vias de ganhar a batalha social em França?

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre assuntos de política internacional e de política social francesa. 

Próteses dentárias reembolsadas a 100%, titula, LE MONDE. Dois sindicatos adoptaram a reforma a 1 de junho, um acordo, considerado histórico pelo director  da Caixa nacional de seguro de doença.

Os preços dos cuidados de saúde serão revalorizados em troca de um tecto daqueles das próteses, sem provocar despesas acrescidas para os doentes, isto tudo, no âmbito de certas próteses dentárias para 2020, consoante a promessa de campanha de Emmanuel Macron, nota, LE MONDE.

Por seu lado L'HUMANITÉ, titula sobre alunos de liceus suburbanos marginalizados no percurso às escolas superiores de elite. A selecção do novo dispositivo é cada vez mais suspeita de reforçar a segregação territorial. Em certas regiões, como S. Denis, às portas de Paris, 100% dos alunos que terminam o liceu, não encontraram, vagas nessas escolas superiores.

Pierre Ouzoulias, orientador de alunos pós-12° ano, afirma que a selecção, nessas zonas suburbanas, começa mesmo na escolha dos liceus, pois, os pais descobrem, já tarde, que afinal, os seus filhos, estão em liceus de terceira categoria, logo, automaticamente ficarão afastados dessas escolas superiores de elite, sublinhando que há de facto um reforço de segregação territorial, escreve L'HUMANITÉ.

Movimento social, e no fim, é Macron que ganha?, pergunta, em título, LIBÉRATION. A greve nos caminhos de ferro está em agonia, a mobilização estudantil sem consistência, manifestações decepcionantes... Que tácticas inventar para se opor nas ruas a um Macron-Buldozer?

Com a mobilização em queda livre, Macron, carrega no acelerador. Depois da lei do trabalho, o executivo está em vias de ganhar a batalha dos caminhos de ferro e o governo abre mais duas obras: a reforma dos pensionistas e das subvenções sociais, nota LIBÉRATION.

Mudando de assunto, Europeias: quebra cabeças para todos os partidos políticos, titula LE FIGARO. A menos de um ano das próximas eleições europeias, ainda nenhuma formação designou cabeças de lista para o primeiro teste eleitoral de relevo depois da eleição presidencial.

O escrutínio europeu poderá vir a ser o acto fundador da recomposição política desejado por Macron.

É o mesmo diário que sobre a Itália, destaca Matteo Salvini a defender uma política anti-imigrantes do novo governo italiano. O chefe da Liga, ministro do Interior e vice-primeiro ministro imprime a sua marca, dizendo, que os bons tempos dos clandestinos chegaram ao fim e que é altura de fazerem as malas para deixarem a Itália.

Igreja, acabar com os abusos sexuais, titula LA CROIX. O Papa Francisco denuncia o clericalismo como uma das causas do silêncio demasiado frequente da igreja sobre os escândalos sexuais. O Papa escreveu uma carta a semana passada aos católicos chilenos pedindo-lhe uma reforma da igreja, arruínada por escândalos duma cultura de abuso sexual.   

LE MONDE, refere-se à campanha europeia de Netanyahou contra o nuclear iraniano, com a sua visita iniciada hoje em Berlim e amanhã em Paris e depois Londres, procurando evitar uma frente unida europeia contra os Estados Unidos.

Em relação à África, o mesmo vespertino, refere-se a uma centena de imigrantes mortos afogados ao largo da Tunísia. Um novo drama da emigração clandestina para a Itália. Cerca de 68 tunisinos e 8 outros estrangeiros, seguiam para a plataforma tunisina de Sfax, rumo à ilha italiana de Lampedusa, nota LE MONDE.

A terminar uma nota desportiva, com LES ÉCHOS, a escrever que no Roland Garros, o rosto do ténis francês é Caroline Garcia, 24 anos, sétima tenista mundial, reivindica enfim ambições à altura do seu talento.