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França quer refundação da OMC em vez de guerra comercial

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses apresentam-se diversificadas entre temas que vão da agricultura, passando pela poluição até a pedidos de mudança das regras comerciais da OMC. 

Bruxelas quer cortar drasticamente nas ajudas europeias aos agricultores, titula, LE MONDE. Bruxelas entende reduzir 12%  de subvenções a agricultores entre 2021e 2027, segundo a comissão europeia. Os agricultores franceses vão perder à volta de 4 mil e 720 milhões de euros para o mesmo período, em relação a orçamentos precedentes.

A política agrícola comum representa 39% do orçamento europeu e Bruxelas, quer economizar anualmente 10 mil milhões de euros, para compensar o Brexit, nota LE MONDE.

Por seu lado, LE FIGARO, titula, guerra comercial: Macron adverte os Estados Unidos. O chefe de Estado francês, chama a atenção para os riscos duma inflação de tarifas alfandegárias. Macron propõe reformar em profundidade as regras da Organização Mundial do Comércio.

Em vésperas do ultimato americano sobre as importações do aço e do alumínio, o presidente francês defendeu na reunião anual da OCDE, em Paris, as virtudes do multilateralismo, apelando, no entanto, a uma refundação das regras de concorrência internacional sob a égide da OMC, sublinha, LE FIGARO.

Netanyahou: não, a tapete vermelho para um criminoso de guerra, é o principal trítulo do jornal L'HUMANITÉ. Macron deve recusar receber o primeiro ministro israelita, cuja visita oficial a França, está prevista para a próxima terça-feira.

Em relaçao à França, LIBÉRATION, titula, Maréchal de volta. A antiga deputada da Frente nacional, oficialmente, retirada da vida política, está de volta nos útimos dias à arena pública. Para melhor se posicionar como a futura campeã da fusão das direitas? Foi apenas um até já, de Marion Maréchal Le Pen, quando declarou que se afastava da vida política activa.

No seu regresso, ao criar uma escola destinada à elite das direitas, ela mostra a sua ambição de recompor a paisagem política. A tia Marine Le Pen, presidente da Frente nacional, declarou ontem à Rádio Clássica, que, a seu tempo, se alguém estiver melhor colocado do que ela, ela cederá o seu lugar, porque não luta para si mesma, mas pelas ideias do partido. Simpes retórica?, pergunta LIBÉRATION.

Porque a França respira mal, titula, LA CROIX. Processada junto do Tribunal de Justiça da União europeia, o nosso país tem dificuldades em obter resultados convincentes para conter a poluição do ar.

A qualidade do ar melhorou globalmente em França, mas a poluição atmosférica continua a ser visível, devido à dispersão das fontes de emissão que torna a luta difícil: tráfego rodoviário, aquecimento de habitações deficiente ou certas práticas agrícolas...avanços concretos são insuficientes, sublinha LA CROIX.

Enfim, uma nota discográfica, a entrevista ao LE MONDE de Francis Falceto, criador da colecção Etiópicas que deu a conhecer ao mundo a Addis Abeba de Mahmoud Ahmed, e o seu album Erè Mela Mela, em 1984,  exemplo duma quase totalidade do património  da música etíope.