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Governo francês prepara cortes na Função pública

Por João Matos

Asssuntos económico-sociais, em França, como a preparação do orçamento, o peso dos lobbies na legislação ou o conflito social nos caminhos de ferro, dominam as primeiras páginas da imprensa nacional. 

Governo procura desesperadamente onde economizar, titula LE FIGARO. Macron reuniu hoje o seu governo em torno de um seminário, antes de anunciar no começo de junho um grande plano de acção para cortar nas despesas públicas.

Entre as pistas evocadas figuram a redução do número de funcionários públicos e a diminuição de ajudas sociais e a empresas. Para lá do aspecto orçamental, o chefe de Estado quer reforçar a eficácia da acção pública, nota LE FIGARO.

Como os lobbies grelham os deputados, replica, em título, LIBÉRATION. Emendas legislativas prontas para serem votadas, convites a restaurantes... Os industriais e os sindicatos agrícolas tiveram um grande peso nos diplomas actualmente debatidos na Assembleia nacional. 

Habitações sociais: obras a serem demolidas, titula, L'HUMANITÉ. A proposta de lei sobre habitações, começa hoje o seu percurso parlamentar e a habitação social é o primeiro alvo a abater. Fragilizados já por cortes orçamentais, doadores sociais estão preocupados com o texto que prevê nomeadamente a obrigação de fusão de diferentes organismos que gerem as habitações sociais afastando habitantes dos seus locais de residência, nota L'HUMANITÉ.

Por ou contra telemóveis nas escolas, é o título, do jornal LA CROIX. O governo quer um enquadramento do uso de telemóveis nas escolas primárias e no pré-secundário. É mais um enquadramento do que uma proíbição, defende o projecto de lei do partido governamental, numa lógica de aprendizagem de autonomia que ajude adolescentes no uso dos telemóveis, nota LA CROIX. 

Em relação ao internacional, dívida: os perigos da crise italiana, titula, LE MONDE. Indigitado pelo presidente italiano a formar um governo de tecnocratas, Carlo Cottarelli, ainda não anunciou a composição do seu governo que estava prevista para ontem. Este adiamento alimenta loucas conjecturas políticas, com o nervosismo a sacodir esta manhã praças financeiras mundiais.

Os investidores receiam uma crise na zona euro e o presidente da comissão europeia, Jean-Claude Juncker, teve que dar um puxão de orelhas ao seu comissário para o orçamento, que deixou entender que os mercados terão razões de estarem preocupados com os populistas na Itália, nota LE MONDE.

Sobre o continente africano, o mesmo vespertino, destaca a Líbia e o acordo sobre eleições em dezembro. Um acordo saído da conferência internacional de ontem em Paris que reuniu os 4 principais actores da vida política líbia, que concordaram organizar eleições legislativas e presidenciais para 10 de dezembro, 7 anos anos após a queda de Kadhafi, sublinha, LE MONDE.

A terminar uma nota futebolística, com L’ÉQUIPE, a fazer o seu título, com Big Bang, na atribuição dos direitos de transmissão de jogos da Liga 1 ao grupo espanhol Mediapro, em detrimento do Canal +, que monopolizava o sector desde o início dos anos 2000.