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SNCF, Aborto na Irlanda, Trump e Kim Jong-un

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais franceses estão atravessadas por temas de sociedade como o conflito dos caminhos de ferro, jiadismo e a justiça francesa, aborto na Irlanda ou cimeira abortada de Trump e Kim Jong-un.

SNCF: o Estado recupera 35 mil milhões de euros de dívida, título do vespertino, LE MONDE. O primeiro ministro anunciou a 25 de maio a cinco federações de camionistas, o montante da dívida que é recuperada pelo Estado. Em contrapartida, a empresa nacional dos caminhos de ferro deve investir 3 mil e 800 milhões de euros nas infraestrturas e aumentar a sua produtividade.

O governo espera assim abrir portas para uma saída da greve dos sindicatos reformistas, nota LE MONDE.

A adição, titula L'HUMANITÉ. Assalariados, estudantes, sindicalistas, camionistas ... manifestam amanhã respondendo ao apelo de mais de 60 organizações, em 80 cidades, contra a política de Macron. Para forçar Macron a dar-nos ouvidos temos que atacar forte e feio, afirma um sindicalista, enquanto outro, replica, já basta!

Justiça, confrontada com a proliferação do jiadismo, titula, LE FIGARO. O número de processos relacionados com o terrorismo islâmico está em constante aumento. São cada vez, mais jovens,  completamente desconhecidos pela justiça. 

Cerca de 238 jiadistas condenados entre 2014 e 2017, em 76 processos, mais de 1500 suspeitos em inquéritos em curso, alguns dos números avançados por um estudo inédito do Centro de análise do terrorismo. O estudo dirigido revela o verdadeiro rosto de jiadistas franceses ou residentes em França.

Este contencioso de massa que coloca problemas de agenda judiciária e de meios é acompanhado de um endurecimento de penas, sob a impulsão do ministério público e da procuradoria de Paris. A justiça e os serviços anti-terroristas devem por outro lado enfrentar um grande número de jiadistas saindo da prisão até 2023 e de regresso de crianças do jihad multi-traumatizadas, sublinha, LE FIGARO.

Mudando de assunto, no internacional, LIBÉRATION, titula, sobre os dados pessoais, sorriam, estão melhor protegidos. O Regulamento geral para a Protecção de dados, adoptado pela União europeia, entra em aplicação esta segunda-feira. Uma etapa inédita no reforço dos direitos dos utilizadores face aos gigantes da NET, Facebook à cabeça.

Para o sociólogo António Casilli, o RGPD, é um primeiro passo para sanear a relação que os cidadãos e empresas estabeleceram em torno dos dados fornecidos pelos primeiros aos segundos, nota LIBÉRATION. 

LA CROIX, titula, aborto, o dilema irlandês. Os irlandeses pronunciam-se sobre a anulação de um artigo da Constituição que proíbe o aborto. Os irlandeses estão divididos. A sociedade irlandesa é generosa, empática, mas permanece muito misógina. O controlo da sociedade sobre a mulher é ainda muito forte.

Se o SIM, ganhar, o Parlamento deverá legislar até ao fim do ano. Se for o NÃO a ganhar, será o statu quo, nota LA CROIX.

LE FIGARO, destaca a anulação da cimeira Estados Unidos-Coreia do Norte: a estratégia de Trump mete água. Temendo um fracasso, o presidente americano anulou o encontro com Kim Jong-un, previsto para 12 de junho em Singapura e advertiu o regime norte-coreano contra qualquer acto "irresponsável".

Para LE MONDE, é o método Trump que falha, ao anular a sua cimeira com o dirigente da Coreia do Norte, Kim Jong-un. O presidente americano evocou a "hostilidade" de Pyongyang para justificar a anulação da cimeira.

Um alto funcionário americano aafirma que a anulação sanciona críticas da Coreia do Norte, sobre as manobras conjuntas militares recentes entre os Estados Unidos e a Coreia do Sul e ameaças de braço de ferro entre potências nucleares, evocado pelo vice-ministro dos negócios estrangeiros norte-corano, Choe Son-hui, nota LE MONDE. 

Em relação à África, LIBÉRATION, dá relevo a Ruanda e o revigoramento diplomático com a França. A visita de trabalho do presidente ruandês, Paul Kagame, a Paris, consagra a melhoria das relações franco-ruandesas, particularmente, tumultuosas depois do genocídio de 1994, no Ruanda.

"Há que avançar de maneira pragmática sem nada retirar à complexidade das histórias do passado; o essencial é retomarmos a cooperação", declarou, Emmanuel Macron, citado por LIBÉRATION.