rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

França Festival de cinema de Cannes 2018 Cultura Arte

Publicado a • Modificado a

Filme japonês ganha Palma de Ouro de Cannes

media
Palma de Ouro de entregue por Cate Blanchett ao realizador japonês Kore Eda Hirokazu. REUTERS/Eric Gaillard

A Palma de Ouro do Festival de cinema de Cannes acaba de ser atribuída ao japonês Kore Eda Hirokazu para "Um assunto de família", ou Manbiki Kazoku, a história surpreendente de um casal de ladrões bem intencionados e as crianças que estes acabam por acolher e criar.


Kore Eda Hirozaku já fora recompensado aqui em Cannes em 2013, nomeadamente.

A melhor actriz foi Samal Yesyamova, do Cazaquistão, no filme russo Ayka, a luta feroz pela sobrevivência em Moscovo de uma clandestina do Quirguizistão.

O melhor actor distinguido foi o italiano Marcello Fonte em Dogman onde interpreta um cabeleireiro para cães.

A melhor realização coube a Guerra fria do polaco Pavel Pawlikovski, enquanto o prémio do juri recompensou o filme libanês Cafarnum sobre a difícil condição infantil.

O americano Spike Lee e o seu olhar sobre a organização racista Ku Klux Klan granjeou obter o Grande Prémio com Blackklansman.

Por seu lado o melhor cenário foi dividido entre o italiano Lazzaro felice,uma fábula, e Se Rokh, ou Três caras, retrato do conservadorismo iraniano.

Houve também uma recompensa para um filme francês, uma palma de ouro especial, atribuida a Le livre d'image de Jean-Luc Godard.

Eram 21 as longas metragens em competição para este prestigioso galardão.

De fora ficaram realizadores com algum favoritismo caso do premiado em Cannes no passado o turco Nuri Bilge Ceylan que surpreendeu o certame com "A pereira selvagem", e uma belíssima fotografia num filme de mais de três horas sobre o reencontro de uma familia

De África registo para um filme "Yomeddine" de A B Shwaky, o percurso de um leproso pelo Egipto.

O júri, presidido pela actriz australiana Cate Blanchett, incluía quatro outras senhoras.

A cerimónia de encerramento voltou a ser apresentada pelo actor francês Eduoard Baer e é seguida pela projecção do Homem que matou Dom Quixote, do americano Terry Gilliam.

Apesar da polémica e do recurso do produtor português Paulo Branco este filme que levou cerca de 20 anos a concretizar, veio mesmo abrilhantar o cair do pano sobre esta 71a edição do festival.

Miguel Martins enviado especial ao festival de cinema de cannes 19/05/2018 ouvir