rfi

No ar
  • RFI em Português
  • Noticiário em Português
  • RFI Mundo

França Festival de cinema de Cannes 2018 Portugal Cultura Arte Índio

Publicado a • Modificado a

Cannes: Realizador português de novo premiado

media
João Salaviza e Renée Mader Messora e respectivos actores recebem o prémio especial do júri de Un Certain Regard em Cannes a 18 de Maio de 2018. RFI

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos, do casal luso-brasileiro constituído por João Salaviza e Renée Nader Messora ganhou o Prémio especial do júri da mostra Un Certain Regard do Festival de cinema de Cannes 2018.

O realizador português João Salaviza, que em 2009 tinha ganho a Palma de Ouro das curtas metragens do Festival de Cannes com "Arena", obtém nova consagração neste certame.


Trata-se de uma longa metragem de quase duas horas, uma imersão no universo dos índios krahô, na aldeia de Pedra Branca, no norte do Brasil.

Temáticas como o luto, o sobrentatural e a oposição entre o mundo indígena e o mundo urbano e a crescente pressão dos fazendeiros sobre a comunidade vêm aqui à tona num tom algo contemplativo e uma fotografia cuidada.

João Salaviza enfatizava a importância da visibilidade política dada por Cannes ao filme.

E isto numa altura em que o Brasil no seu entender faria uma viragem à direita, homofóbica e anti-indígena, nomeadamente.

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos premiado em Cannes 18/05/2018 ouvir

Para ele este seu filme ia contra a corrente destas supostas tendências actuais do gigante sul-americano.

Os dois protagonistas do filme, um casal índio de Pedra Branca, vieram a Cannes para o efeito e testemunharam no festival a sua felicidade em acompanhar o projecto.

A companheira de Salaviza, a brasileira Renée Nader Messora, acompanha esta comunidade há algum tempo.

Aldeões que puderam mesmo visionar o filme que agora estreou em Cannes e que convenceu o júri da mostra Un certain regard.

Chuva é cantoria na aldeia dos mortos Festival de Cannes