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Marselha e Atlético de Madrid jogam final da Liga Europa

Por João Matos

As primeiras páginas dos jornais apresentam-se diversificadas, entre assuntos de política internacional, como a violência no médio oriente, e de futebol europeu, com a final da Liga Europa esta noite.

LIBÉRATION, titula, Marselha, sou eu, encimando uma foto de Macron e Mélenchon, vestidos com a camisola da equipa de futebol francesa, finalista da Liga Europa com o espanhol Atlético de Madrid. Interesses comuns? Macron e Mélenchon apoiarão esta noite a equipa de Marselha,contra o Atlético de Madrid.

Macron, de rapaz adepto da equipa de Marselha, a adulto em campanha para as presidenciais na cidade que deu nome ao clube de futebol local, explicou que apoiava aquela equipa porque sonhou, chorou e vibrou com ela.

Do seu lado, Mélenchon, que sempre viu de esguelha o futebol, converteu-se, nas últimas eleições legislativas, tendo sido eleito, pelo círculo de Marselha, onde ficou apaixonado pelos delírios do povo nos estádios de futebol.

Para o filosófo Gilles Vervisch, os políticos aproveitam-se da bola para conquistarem o fervor popular e fazer raiar a nação, em entrevista ao LIBÉRATION.

Como a França maltrata os seus velhos, titula, LE MONDE. O comité consultivo nacional de ética, publicou hoje o seu relatório, afirmando que existe em França uma rejeição colectiva do envelhecimento, traduzida por maus-tratos latentes e não assumidos.

A concentração de pessoas de terceira idade em casas para idosos é uma institucionalização forçada e mesmo uma forma de guetoização. A política em relação a pessoas vulneráveis é inadequada e demonstra falta de respeito, sublinha o relatório do comite consultivo nacional de ética, segundo, LE MONDE.

Na política internacional, o grande destaque vai para a violência em Israel. O mundo deve julgar os crimes de guerra de Netanyahou, titula, L'HUMANITÉ. Após o massacre de mais de 50 civis palestinianos, ontem, em Gaza, a Palestina decidiu recorrer ao Tribunal Penal Internacional.

Trump e Netanyahou, perigosa associação de pirómanos, continua o jornal comunista. Enquanto Washington justifica o massacre de segunda-feira, em Gaza, pelo direito de defesa de Israel, outras vozes um pouco por todo o mundo condenam a agressão sangrenta de manifestantes palestinianos pacíficos. A França e a União europeia devem quebrar este silêncio ensurdecedor, nota L'HUMANITÉ.

Médio oriente, a paz é ainda possivel?, pergunta em título, LA CROIX. Após a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive, para Jerusalém, a administração americana evoca de novo um hipotético plano de paz. O documento faz uma série de propostas sobre fronteiras, segurança, refugiados e estatuto de Jerusalém.

Os palestinianos ganhariam um Estado com soberania limitada e sem continuidade territorial, formado por várias parcelas de território dispersas umas das outras e a futura capital palestiniana seria Abu Dis, na periferia de Jerusalém, nota LA CROIX

Por seu lado LE FIGARO, destaca o disparar de preços do petróleo, depois da saída do acordo nuclear iraniano dos Estados Unidos. O preço do barril de petróleo, aproxima-se dos 80 dólares num mercado petrolífero em ebulição, nota LE FIGARO.

Em relação à África, LE MONDE, dá relevo ao Burundi, Perre Nkurunziza quer manter-se no poder mais 14 anos. Os eleitores devem pronunciar-se amanhã num referendo sobre a reforma da constituição, para manter o presidente burundês no poder. O secretário-geral do partido no poder, afirma mesmo, que todo aquele que votar NÃO será um traidor a soldo de colonizadores brancos.

Burundi, referendo do medo, replica LA CROIX, citando um burundês, a dizer que as autoridades recorreram a estratégias violentas de intimidação e de repressão para garantirem uma vitória do SIM, à permanência no poder do presidente.